Divulgação/Figueirense
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Rogério Micale fala de antiga gestora e detona Figueirense: 'Era uma quadrilha'

Atual técnico da base do Cruzeiro critica empresa que administrava time catarinense

Redação, Estadão Conteúdo

02 de abril de 2020 | 16h11

Campeão olímpico dos Jogos do Rio-2016 comandando a seleção brasileira, o técnico Rogério Micale fez duras críticas à antiga gestora do Figueirense, a Elephant, que ganhou as manchetes durante a Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o clube deu W.O. em uma partida contra o Cuiabá e ficou meses sem pagar salários a funcionários, atletas e comissão técnica.

"Eu vejo que ainda não trabalhei numa equipe profissional, eu ainda não consegui. A equipe que mais me deu satisfação, por incrível que pareça, de trabalhar foi o Paraná Clube porque o Figueirense eu não conto", comentou Rogério Micale, atual técnico do time sub-20 do Cruzeiro, à rádio 98FM, de Belo Horizonte.

"Porque o Figueirense, essa crise aí, eu tenho um carinho, um amor, devo muito ao Figueirense assim como ao Atlético Mineiro, mas o Figueirense estava com uma quadrilha lá, a verdade era essa, não tenho como falar diferente. São pessoas que pegaram o clube naquele momento e estavam usufruindo. Não pagaram ninguém, funcionários passando necessidade", completou.

Rogério Micale passou pelo Figueirense aproximadamente um ano antes da crise financeira enfrentada pelo clube de Florianópolis. Na ocasião, já havia atraso no salário, dentre outras situações.

"A greve era para ter na minha época. Eu, em função do que eu tenho com os amigos, o Jorge Henrique foi do Corinthians, o André Santos, e eu disse: 'Não vamos fazer isso aqui não cara, não vamos fazer, não vamos deixar o clube cair'. Chega no final do ano nós entregamos, saímos todo mundo, mas não vamos fazer isso. Não pagou ninguém e viviam assim. Eu digo que até hoje não me deram a oportunidade de executar um trabalho em equipes profissionais", finalizou.

O CASO

Passando por dificuldades financeiras, o Figueirense firmou contrato com a Elephant em agosto de 2017. O vínculo teria duração de 20 anos e a empresa passou a ser responsável pelo departamento de futebol do clube. No acordo, a Elephant se prometeu a pagar as dívidas do clube, além da conquista de títulos importantes (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil) e participações em torneios internacionais (Copa Libertadores e Copa Sul-Americana).

Nada disso, porém, aconteceu e o Figueirense caminhou a passos largos rumo à Série C do Brasileiro, mas conseguiu se safar após a quebra de contrato com a gestora. Por conta de atrasos salariais, jogadores entraram em greve e o clube chegou a perder de W.O. para o Cuiabá, no dia 20 de agosto, pela 17.ª rodada da Série B.

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