Rogério treina, não sente lesão e volta a jogar pelo São Paulo

Recuperado, goleiro faz questão de mostrar que está pronto para encarar o Cruzeiro no Morumbi

Alfredo Luiz Filho, Jornal da Tarde

18 de outubro de 2007 | 21h20

Depois de onze dias de molho por causa de um estiramento na panturrilha da perna direita, Rogério Ceni treinou para valer nesta quinta-feira e fez questão de mostrar que está pronto para a decisão de domingo, contra o Cruzeiro, no Morumbi. Enquanto Bosco fez as vezes de titular no campo principal do CT, onde o técnico Muricy Ramalho deu uma "palhinha" do que será o time que enfrentará os mineiros, o capitão são-paulino passou boa parte da tarde recuperando o tempo em que precisou ficar refugiado no Reffis. Na companhia de Fabiano e Leonardo, os outros goleiros do elenco, Ceni queria mostrar serviço ao treinador Haroldo Lamounier, que dosava ao máximo o ritmo para o camisa 1. Da porta de vidro do Reffis, o fisioterapeuta Betinho acompanhava todos os movimentos do capitão de perto. Vez ou outra, chegava próximo ao alambrado e perguntava a Rogério como ele se sentia. O goleiro respondia com um sinal de positivo. Em uma das vezes, pegou uma bola e a chutou do outro lado do campo para mostrar que a panturrilha está curada. Até embaixadinhas e ‘pedaladas’ o camisa 1 do São Paulo arriscou. E só parou quando Muricy precisou dos outros goleiros para o treino de finalização. "O Fabiano foi muito bem contra o Fluminense, mas com o Rogério no gol a confiança é maior e o respeito dos adversários também aumenta. E é mais um jogador experiente para nos ajudar em um momento tão importante", afirma o meia Jorge Wagner. "Além de goleiro titular e batedor de faltas, o Rogério é um dos líderes desse grupo, tem voz ativa. Esse retorno dele significa muito. Passa ainda mais segurança por tudo o que já fez pelo São Paulo", emendou o volante Hernanes. No treino desta sexta-feira, no Morumbi, Rogério Ceni deverá voltar a treinar entre os titulares. E possivelmente, para desespero dos cruzeirenses, até afinar a pontaria nas cobranças de falta e pênalti. Que diga o goleiro Fábio. Bola parada e Rogério Ceni têm sido uma combinação mortal para o próximo rival do Tricolor. Dos 76 gols na carreira (45 de falta e 31 de pênalti), cinco foram em cima do Cruzeiro, que nas estatísticas pessoais do goleiro só fica atrás do Palmeiras - a maior vítima, com seis gols. E quatro deles foram marcados em Fábio, que mais uma vez será o titular do gol mineiro no jogo de domingo. Além disso, o Cruzeiro faz parte da história pessoal de Rogério Ceni. Foi em agosto do ano passado, em pleno Mineirão, que o camisa 1 se tornou o maior goleiro artilheiro de todos os tempos ao balançar a rede mineira duas vezes - uma de falta e outra de pênalti - e ultrapassar a marca do paraguaio Chilavert. O gol mais recente também foi especial. Na penúltima rodada do Brasileiro de 2006, o goleiro fez o segundo do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro. O jogo que o Tricolor levantou a taça de tetracampeão.

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