Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

Rollo vê 'situação catastrófica' no Santos e não descarta vender jogadores

Segundo presidente em exercício, dívidas com clubes estrangeiros, que renderam punições da Fifa, se aproximam de R$ 50 milhões

Redação, Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2020 | 20h55

Presidente em exercício do Santos a partir desta terça-feira, Orlando Rollo disse que foi surpreendido pela "situação catastrófica" do clube, principalmente quanto às contas. As dívidas do Santos com clubes estrangeiros, que renderam punições da Fifa, se aproximam de R$ 50 milhões.

"Não existe fórmula mágica, não existe solução mirabolante. A nossa equipe de trabalho está buscando desde hoje de manhã", afirmou Rollo, em entrevista coletiva virtual. "Não vou ficar me lamentando, vou focar na resolução de problemas. Se não tiver outra alternativa, se não for a venda de algum jogador, eu vou pedir ajuda ao Conselho Deliberativo para aprovar a venda de algum atleta. Não sou arrogante."

Rollo assumiu o comando do clube nesta terça porque na noite de segunda o presidente José Carlos Peres foi afastado em reunião do Conselho Deliberativo. A votação do Conselho Deliberativo aprovou o parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), que considerava informações do Conselho Fiscal. O relatório apontava irregularidades nas contas do clube em 2019. Como Rollo não teve participação da gestão em 2019, o vice não foi considerado "culpado" e pôde assumir o posto de presidente em exercício.

Nesta terça, Rollo disse que sua prioridade é saldar as dívidas com o Hamburgo, da Alemanha, e com mo Huachipato, do Chile. A primeira foi resultado da contratação do zagueiro Cleber Reis e hoje está em R$ 30 milhões, somando multas e juros. A segunda dívida se refere à compra de Soteldo e gira em torno de R$ 18 milhões.

Por conta das dívidas, o Santos sofreu duas punições da Fifa. O clube paulista está proibido de registrar novos jogadores e também de fazer contratações por um período de três janelas de transferências. Há ainda o risco de o time perder pontos no Brasileirão.

"O Santos precisa de ajuda. Eu tenho dois dias para resolver esse problema. 48h para resolver o problema de anos. É desumano. Mas não posso me lamentar. Vou resolver. Esse pagamento tem de ser feito com urgência. O Santos corre risco, sim, de nos próximos dias sofrer mais uma punição. Estamos me eminência de perda de pontos. Eu não vou enganar ninguém."

O presidente em exercício disse ainda que teve conversas com o elenco e a comissão técnica nesta terça. "Os jogadores estão solidários ao nosso problema. Eu parabenizo a postura dos jogadores do Santos por estarem solidários ao nosso problema. Estamos trazendo uma equipe técnica capacitada. Referências no setor administrativo, financeiro. Vamos fazer a reformulação administrativa do Santos para que a gente consiga pagar e/ou renegociar essas questões."

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