Roma não defenderá título da Copa SP

A equipe do Roma, campeã da Copa São Paulo do ano passado, não vai lutar pelo bicampeonato em 2002. O time, que transferiu-se para Apucarana, no Paraná, após a conquista do título, mudou o rumo de seu trabalho e a meta de revelar jogadores para negociá-los com outros clubes foi substituída por um trabalho para disputar a primeira divisão do Campeonato Paranaense.O presidente do Roma, João Wilson Antonini, o Kiko, admite que não chegou a ter um retorno financeiro razoável com a conquista da Copa. Cinco jogadores do time campeão - Tiago, Marcos, Daniel, Caldeira e Fefinho - foram para o Santos, enquanto Alex Sorocaba fez parte do time do Corinthians, tudo de graça. "A idéia era a de ter um retorno se aparecesse um clube interessado na compra do passe dos jogadores, mas isso infelizmente não aconteceu", explicou o dirigente.Mas nem tudo foi prejuízo. O dirigente explica que saiu de Barueri, onde estava em 2001, porque o convênio com a prefeitura da cidade não foi renovado. "Mas com a conquista da Copa, recebemos uma proposta para nos transferir para Apucarana."No Paraná, segundo Kiko, a sorte começou a mudar. "Nosso time começou disputando a Série A3 do Campeonato Paranaense, mas, como houve desistência de alguns times da A2, acabamos sendo convidados para subir de divisão." Em campo, o time obteve bons resultados: terminou o estadual em terceiro lugar e, em 2002, vai disputar a Série A1, a segunda divisão do futebol paranaense."Se apresentarmos um bom desempenho e ficarmos entre os primeiros, poderemos disputar a divisão principal no ano que vem", afirma Kiko, ressaltando que a recente conquista do Campeonato Brasileiro pelo Atlético-PR colocou o futebol do Paraná em alta.O presidente do Roma diz que gostaria de disputar a Copa São Paulo, porém o clube não preenche os requisitos exigidos pelos organizadores para fazer parte do evento. "Não podemos participar do torneio porque a regra determina que, para um clube de fora do Estado de São Paulo fazer parte da competição, é preciso que ele esteja estabelecido na respectiva cidade há pelo menos três anos", explica. "E para montar uma segunda estrutura em um segundo Estado ficaria muito caro", avalia.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2002 | 18h35

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