Reuters / Dylan Martinez
Reuters / Dylan Martinez

Roman Abramovich conclui venda do Chelsea a consórcio liderado por Todd Boehly

Novos proprietários prometem investir 1,75 milhão de libras em benefício do clube, como no estádio, na base e no futebol feminino

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2022 | 14h12

O oligarca Roman Abramovich finalizou, nesta segunda-feira, a venda do Chelsea ao grupo de investimentos liderado pelo empresário americano Todd Boehly e pelo consórcio Clearlake Capital. Com isso, o russo encerra uma passagem de 19 anos no comando administrativo de um dos maiores protagonistas do futebol europeu.

A concretização da transação foi anunciada em comunicado oficial emitido pelo clube britânico. De acordo com a nota, o processo de venda ficou sob a responsabilidade do banco de investimentos Raine, dos Estados Unidos.

"Foi extremamente minucioso e concluído em cronograma acelerado. Muitos descreveram a transação proposta como ‘sem precedentes’, e foi. Uma transação como essa, normalmente, levaria de nove meses a um ano para ser concluída. Fizemos isso em menos de três meses", diz o texto.

O anúncio já era esperado, pois o governo britânico e a Premier League aprovaram o acordo de venda ao longo da semana passada, diminuindo os empecilhos no caminho para finalizar a negociação. A principal preocupação dos governantes e da entidade esportiva era garantir que Abramovich não recebesse o dinheiro da transação.

O russo é alvo de sanções por causa de sua relação com o presidente Vladimir Putin, responsável pela guerra na Ucrânia. Justamente por isso, ele teve que abandonar as funções administrativas no clube londrino, situação que levou ao desfecho da busca por um comprador.

Desde então, enquanto era operado sob licença do governo, o Chelsea discutiu pelo menos cem possíveis ofertas e fez 32 acordos de confidencialidade, até receber 12 propostas consideradas credíveis. Após última análise, restaram três licitantes finais, entre eles Todd Boehly e o Clearlake Capital, vencedores da briga.

"Nossa visão como donos é clara: queremos fazer com que os torcedores sintam-se orgulhosos. Juntamente com nosso compromisso de desenvolver o elenco juvenil e adquirir os melhores talentos, nosso plano de ação é investir no clube a longo prazo e aproveitar a notável história de sucesso do Chelsea", disse Boehly.

 

A escolha se deu em razão da parceria entre Boehly e Mark Walter, cofundador e CEO da Guggenheim Capital. Juntos, os dois dividem participações na propriedade de franquias esportivas dos Estados Unidos, como Los Angeles Dodgers, Los Angeles Lakers e Los Angeles Sparks. O empresário suíço Hansjörg Wyss também está envolvido. "A diretoria acredita que este grupo pode nos ajudar a resolver desafios atuais e a criar novas oportunidades para o clube alcançar seus objetivos de longo prazo", diz o comunicado.

O texto também reafirma que o valor líquido da venda será doado para instituições de caridade e garante que Abramovich não cobrará os empréstimos devidos pelo clube a ele, ponto de principal preocupação do governo britânico durante as negociações. Os novos proprietários prometem investir 1,75 milhão de libras em benefício do clube, como no estádio Stamford Bridge, na base e no futebol feminino.

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