ANDY RAIN/ EFE
ANDY RAIN/ EFE

Roman Abramovich é alvo de sanções no Reino Unido e fica impossibilitado de vender o Chelsea

Amigo de Putin, magnata russo tem bens congelados e clube londrino é impedido de assinar novos contratos. Atividades esportivas são mantidas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2022 | 09h21

O magnata Roman Abramovich, dono do Chelsea, foi incluído nesta quinta-feira, dia 10, em uma lista de indivíduos russos a receberem sanções do governo britânico pela invasão à Ucrânia. Com a medida, o bilionário teve seus bens congelados, sendo proibido de fazer negócios ou viajar para o Reino Unido. Consequentemente, a venda do clube londrino também fica em xeque. O Chelsea é o atual vencedor do Mundial da Clubes e da Liga dos Campeões da Europa. 

"Oligarcas e cleptocratas não têm lugar na nossa economia nem na nossa sociedade. Com seus laços estreitos com Vladimir Putin (presidente russo), são cúmplices de sua agressão", afirmou a chanceler britânica Liz Truss. 

A sanção a Abramovich tem impacto direto nas atividades esportivas do Chelsea. Os Blues ficam impossibilitados de vender, renovar ou assinar novos contratos de jogadores ou de qualquer outra natureza. A comercialização de ingressos para os jogos também está proibida, sendo permitida a entrada no estádio apenas de quem adquiriu o pacote de bilhetes para toda a temporada. 

Contudo, as autoridades do Reino Unido publicaram uma licença para conceder ao Chelsea a possibilidade de manter o funcionamento das atribuições relacionadas ao futebol, permitindo que o clube siga participando das competições que disputa — Liga dos Campeões, Campeonato Inglês e Copa da Inglaterra. 

"Em vista do importante impacto que as sanções de hoje teriam no Chelsea Football Club e das possíveis repercussões, o governo publicou esta manhã uma licença para permitir que uma série de atividades relacionadas com o futebol continuem no Chelsea. Isso inclui permissões para que o clube continue jogando partidas e outras atividades relacionadas com o futebol, o que, por sua vez, protegerá a Premier League, a pirâmide do futebol em geral, os torcedores leais e outros clubes", disse o governo britânico em um comunicado. 

Amigo de longa data do presidente russo Vladimir Putin, Abramovich começou a se movimentar para vender o Chelsea poucos dias após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando se viu pressionado pela opinião pública britânica. O atual mandatário do clube londrino, avaliado em mais de R$ 26 bilhões, também afirmou que doaria os lucros da operação para o "povo da Ucrânia".

Abramovich comprou o Chelsea em julho de 2003 por 140 milhões de libras (R$ 650 milhões na cotação da época). Ao longo de quase 20 anos, o clube elevou seu patamar a nível mundial, colecionando ídolos e empilhando taças de competições importantes, como a Liga dos Campeões, Liga Europa, Campeonato Inglês e Mundial de Clubes. 

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