Eduardo Di Baia/AP
Eduardo Di Baia/AP

Romarinho celebra gol histórico, mas admite que 'a ficha ainda não caiu'

Timidez, simplicidade e frieza do jovem atacante de 21 anos têm surpreendido os dirigentes

Raphael Ramos - Enviado especial, estadão.com.br

28 de junho de 2012 | 08h33

BUENOS AIRES - "Foi bom, né?" Ditas ao diretor adjunto de futebol Duílio Monteiro Alves, essas foram as primeiras palavras de Romarinho ao entrar no vestiário da La Bombonera após marcar o gol do empate 1 a 1 contra o Boca Juniors que deixou o Corinthians a uma vitória simples de conquistar o seu primeiro título da Libertadores. A timidez, simplicidade e frieza do jovem atacante de 21 anos têm surpreendido os dirigentes.

No domingo, no seu primeiro jogo como titular, ele já havia marcado os dois gols da virada por 2 a 1 sobre o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro. E também se mostrou comedido ao comentar sobre a atuação.

O próprio Romarinho parece não acreditar muito que pode ter feito nesta quarta-feira um dos gols mais importantes da história do clube caso o título realmente venha na próxima quarta-feira, no Pacaembu. "A ficha ainda não caiu", admitiu.

O atacante ganhou destaque na imprensa argentina antes mesmo de calar a La Bombonera com seu belo gol aos 40 minutos do segundo tempo. Na segunda-feira, muitos jornais destacavam que ele poderia ser a surpresa do Corinthians para o primeiro jogo decisão já que havia feito dois gols no clássico de domingo. O La Nacion, um dos principais jornais do país, no entanto, acabou comentando uma gafe. Escreveu que o corintiano era filho do ex-jogador e agora deputado federal Romário.

 

ORIGEM DO NOME

O nome de craque, no entanto, é apenas uma coincidência com o jogador que ajudou o Brasil a vencer a Copa de 1994. O jogador do Corinthians se chama Romário por uma junção dos nomes de seu pai (Ronaldo) e de seu avó (Mário).

"Vi essa matéria, mas aproveito para dizer que o meu grande ídolo sempre foi o Ronaldo", diz o atacante que pode conquistar na próxima semana um dos poucos títulos que o Fenômeno não arrebatou em sua vitoriosa carreira. "Tomara que esse taça venha na quarta-feira porque todo mundo está esperando há muito tempo. Sempre sonhei em jogar em um time grande, marcar gols importantes e fazer a torcida feliz. Acho que aos poucos estou conseguindo alcançar os meus objetivos.

Cauteloso ao escolher as palavras, Romarinho não cobra uma vaga entre os titulares. E explica o motivo. Para ele, não é necessário jogar 90 minutos para ser importante para a equipe. "Entrei faltando oito minutos para acabar o jogo e na primeira bola que peguei consegui finalizar bem, na cavadinha, e decidi a partida".

Foi bem, né?

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