Romário agiu certo ao não aceitar interferência, para colunistas

Opinião são unânimes quanto ao desfecho, só diferenciam na forma como aconteceu a crise com Eurico

07 de fevereiro de 2008 | 16h34

A decisão de Romário de pedir demissão do cargo de técnico do Vasco foi acertada, após o conflito com o presidente Eurico Miranda, que exigia a escalação do atacante Alan Kardec no jogo contra o Friburguense, para os colunistas do Grupo Estado. O Baixinho, que ainda não confirmou se encerra ou não a carreira de jogador, mostrou a personalidade que sempre teve, mas deixa em dúvida se pode seguir como técnico. As opiniões são:NetoColunista do jornal O Estado de S.Paulo"A forma como aconteceu foi ruim. Se a gente analisar de forma simples, o Romário não precisa passar por isso mais. Mas se você é presidente do clube, vai empresários do Paris Saint-Germain assistir um jogo do Alan Kardec, para tentar vendê-lo, num jogo sem muita importância, o que deveria ter sido feito: você chama ele na sala e fala 'olha Romário, estão aqui uns empresários do PSG, é importante que ele jogue, a gente precisa do dinheiro. Só esse jogo, tudo bem?', isso seria correto da parte do Vasco. Foi errado a forma como feito, o presidente do Vasco disse 'ele tem de jogar e pronto, quem manda aqui sou eu', aí tá errado. O Romário mostrou personalidade, mas para ser técnico você tem de fazer muita coisa, engolir muito sapo. Ele mostrou que não tem condição."Luiz Antônio PrósperiColunista do Jornal da Tarde"Romário marcou um golaço ao abandonar o Vasco. Foi embora sem ouvir as bravatas de Eurico Miranda. Aliás, até que enfim alguém teve a cara e a coragem de bater de frente com o patriarca de São Januário. Há muito tempo a Colina, quase subúrbio do Rio, não cheira bem no império falido do Euricão. Romário está certo. Se a gente que habita aquelas plagas seguisse o Baixinho, o Vasco, tenho certeza, seria outro." Luiz ZaninColunista do jornal O Estado de S.Paulo"Soube que Romário se demitiu do cargo de técnico do Vasco porque deveria escalar Alan Kardec e não Abuda, a "pedido" de Eurico Miranda. O motivo era colocar o jogador na vitrine para poder negociá-lo. Ora, é o que em geral acontece nos clubes, como sabem todos o que conhecem os bastidores, e raros são os técnicos com personalidade forte o suficiente para não aceitar ingerências. Romário, mais uma vez, mostrou que tem topete. Fez muito bem em jogar tudo para cima. Apenas deveria escolher melhor as companhias daqui para a frente."Participe! Dê sua opinião abaixo (só é preciso estar cadastrado no estadao.com.br)

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