Romário bufa por ter de acordar cedo

Romário não gostou de ter de acordar pouco depois das 7 horas para, às 8h30, tomar parte no primeiro treino com o técnico Luiz Felipe Scolari na seleção. "Isso quebra", foi o que disse, quando saiu de campo. Embora contrariado com o horário, o artilheiro do Vasco, de 35 anos, desceu para o local dos exercícios com pontualidade britânica. Treinou sem regalias na parte da manhã, por 93 minutos, repetindo à exaustão tudo o que faziam os jogadores mais novos, como Ewerthon, de 20 anos, e Fábio Rochemback, de 19. Depois, comentou: "Foi um treino pesado, mas foi bom; se o homem mandou fazer, tem de fazer." Por duas vezes, Romário foi até a beirada do campo para beber água, sempre observado por Scolari. O atacante lembrou que ficou quase um mês sem atividades, em decorrência de um problema muscular, e reconheceu que não está bem no aspecto físico. "Só voltei a treinar há dez dias, é pouco ainda." Ele não quis criar polêmica sobre o termo "futebol-bandido", que passou a ser uma marca na seleção de Scolari, a partir de declarações do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Preferiu enaltecer o estilo do treinador, atribuindo-lhe bastante competência para armar um time capaz de correr o tempo todo e não esmorecer diante de dificuldades. Mais uma vez, Romário deixou claro que não tem a característica de marcar o adversário. "Não vou negar uma ajuda, mas o Scolari me conhece e sabe de que forma eu posso servir à equipe." Sobre seu eventual companheiro de ataque para o jogo do dia 1.º, contra o Uruguai, salientou que antes precisa saber se vai ser o titular. Depois, elogiou os outros atacantes, sem, no entanto, se referir a nenhum especificamente. A declaração atribuída a Roberto Carlos, de que não existe mais amor à camisa da seleção, foi minimizada por Romário. Afirmou apenas que, no seu caso, costuma jogar com prazer. "Eu até perco dinheiro quando venho para a seleção."

Agencia Estado,

19 de junho de 2001 | 19h28

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