Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

Romário defende saída de Tite, mas aponta seleção como favorita na Copa América

'O que está acontecendo com ele, aconteceu com o Dunga. Perdeu? Vamos dar chance para outro', afirmou o senador

Redação, Estadão Conteúdo

13 de junho de 2019 | 21h48

Na véspera do início da Copa América, Romário afirmou nesta quinta-feira que o técnico Tite deveria ter sido demitido após a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, mas coloca a seleção brasileira como uma das favoritas à conquista do título continental.

"O Brasil está nivelado junto com a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Não é fácil, mas o Brasil continua sendo favorito. Seleção é o Top do futebol. O Tite é um bom treinador, é um cara que consegue unir o grupo. Mas o que está acontecendo com o Tite, aconteceu com o Dunga. Perdeu? Vamos dar chance para outro. Depois da Copa do Mundo eu já teria deixado o Tite seguir sua vida", disse o ex-jogador e atual senador, nesta quinta-feira, para o canal SporTV.

Campeão da Copa de 1994, o craque voltou a criticar a direção da CBF. "Continuo muito descrente em relação à CBF. Mudam os nomes e sobrenomes, mas a mentalidade é a mesma coisa. A CBF continua sendo corrupta. Para o futebol, que é bom, nada de positivo. Continuo na luta contra as pessoas que estão ali dentro. Eu espero, como qualquer brasileiro, que esses que estão agora ajudem um pouco mais", afirmou.

O novo presidente da entidade, Rogério Caboclo, foi citado. "Esse outro foi colocado de uma forma, na minha opinião, não totalmente legal. Por isso continuou desacreditando e afirmando que a CBF continua sendo uma instituição bem corrupta", comentou Romário.

Questionado sobre o que faria se fosse presidente da CBF, o "Baixinho" falou em descentralizar os poderes da entidade. "A CBF tinha que cuidar só da seleção. Tem que ter uma liga profissional para que ela possa cuidar dos campeonatos. O problema da CBF é que a corrupção não deixa que se faça essa divisão", disse.

"Entregaria o futebol da seleção para a CBF, e os campeonatos deixaria na mão de uma liga. Pode ser um movimento que seja responsável por isso. A CBF manda no futebol, na arbitragem, no STJD, então tudo depende dela, não é saudável. Se eu fosse presidente tomaria essa atitude. Não é bom a CBF ter braço em tudo que é lugar", completou o senador.

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