Romário depõe sobre reforma em bar

O atacante Romário, do Vasco, compareceu na tarde desta terça-feira à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em Pilares, para dar explicações sobre as reformas que está realizando em seu bar, o Café do Gol. Segundo o delegado Arthur Cabral, o artilheiro "aparentemente" mostrou a documentação necessária, que torna a obra legal. "Quando estive lá, há 15 dias, não encontrei nenhum documento. Agora, vou investigar se o que ele apresentou está correto", disse.Cabral determinou a paralisação das reformas do Café do Gol, fundado em novembro de 1997, porque ao inspecionar o local, há 15 dias, não encontrou as autorizações exigidas pela Lei de Proteção Ambiental nº 9605/98, art.º 60, que diz: "para reformar, construir, modificar, ampliar ou instalar qualquer estabelecimento comercial é necessário uma licença da entidade ambiental". No Rio, o órgão responsável é a Fundação de Engenharia de Meio Ambiente (Feema).O delegado informou que as obras no Café do Gol, na Barra da Tijuca, zona oeste, continuam interditadas até receber a notificação de que as autorizações apresentadas por Romário são verdadeiras. Em seu depoimento, que durou cerca de 40 minutos, o artilheiro mostrou os protocolos nº 02/006927/97, da Prefeitura do Rio, e nº 221/99, da Feema, para comprovar a legalidade da reforma.Romário afirmou que estava promovendo reformas internas, o que descaracterizaria a infração. O delegado, porém, disse que precisa aguardar o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para dar prosseguimento à investigação. "Pelo laudo do ICCE saberei se eram reformas internas ou ampliação", explicou. Se ficar comprovada a infração, o artilheiro pode ser condenado a uma pena mínima de seis meses a um ano de detenção. Romário deixou o local sem dar entrevistas e ficou irritado com o assédio dos fotógrafos, durante o depoimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.