Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Romário diz que já tem assinaturas para pedir CPI da CBF

Ex-jogador afirma já ter obtido 45 assinaturas de parlamentares

ISADORA PERON, RICARDO BRITO E RICARDO DELLA COLETTA, Estadão Conteúdo

27 de maio de 2015 | 18h21

Após a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) afirmou que conseguiu reunir, em menos de duas horas, o número de assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos firmados pela CBF.

"Das 27 assinaturas que seria o mínimo, já tenho quase 45. Definitivamente nós esperamos que seja aberta esta CPI aqui no Senado e que a gente desmonte, de uma vez por todas, essa caixa-preta que existe dentro da CBF", disse.

Segundo o senador, o objetivo é investigar todos os contratos da Confederação, desde os firmados para a seleção brasileira até os feitos para a realização da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo no Brasil, disputada no ano passado.

Marin foi preso nesta quarta-feira, em Zurique, na Suíça, sob a acusação de ter recebido propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol. No total, sete dirigentes da Fifa foram presos hoje, todos eles latino-americanos e sempre a pedido do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

Mais cedo, Romário já havia comentado as prisões e parabenizado as autoridades suíças pela operação. Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, o senador costuma fazer reiteradas críticas aos dirigentes tanto da CBF quanto da Fifa e disse que gostaria de ser o relator da CPI.

"São fatos mais do que claros que o nossos futebol precisa de uma chacoalhada e eu, como senador, me sinto na obrigação de dar esse resultado ao povo brasileiro, já que continua sendo a paixão maior de todos nós", afirmou.

Segundo ele, este é o momento de "moralizar o futebol brasileiro". O senador não descartou a possibilidade de que seja aberta uma CPI mista, caso deputados como Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians, também se mobilizem para conseguir assinaturas naquela Casa.

Na Câmara, o escândalo da Fifa também gerou repercussão. O deputado João Derly (PCdoB-RS), ex-judoca, fez coro a Romário. "A moralização do futebol brasileiro se faz necessária. E a entidade maior e responsável por nossa seleção deveria ser o exemplo positivo", disse o bicampeão mundial, em seu primeiro mandato como deputado federal.

Derly revelou que está colhendo assinaturas entre seus colegas para abrir uma CPI mista. Ele afirmou, contudo, que por enquanto a investigação deve ser restringir ao Senado. "Fui ao Senado conversar com Romário sobre a possibilidade de uma CPI sobre as acusações à CBF. O senador acha, a princípio, que ela deve ser apenas do Senado. Mas estamos pesando se não vale a pena ela ser mista entre as Casas".

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