Romário fará despedida em São Paulo

A presença de Romário no amistoso com a Guatemala certamente despertará o interesse de vários centros do Brasil pelo jogo, em comemoração aos 40 anos da TV Globo, e contribuirá ainda mais para a venda de ingressos no Pacaembu. Pelo discurso do técnico Carlos Alberto Parreira, sua convocação teria partido de uma ?sugestão? da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A hipótese ganhou força por um fato inédito em convocações da seleção: quem anunciou o nome de Romário foi o supervisor Américo Faria, sentado ao lado de Parreira.O amistoso será a despedida do craque da seleção, como ele mesmo admitiu em entrevista ao site da CBF. "Queria muito me despedir da seleção jogando no Brasil. Estou feliz e mais orgulhoso ainda porque vou representar em campo aquela geração da qual fiz parte. Vou jogar como se estivesse ao lado deles, daquele time inesquecível que foi tetracampeão", disse Romário.O craque voltará a jogar pela seleção em São Paulo, onde nunca atuou por clube, depois de quatro anos: em 25 de abril de 2001, ele fez o gol do empate do Brasil com o Peru, em confronto válido pelas Eliminatórias do Mundial de 2002. A equipe era dirigida por Emerson Leão e foi muito hostilizada pela torcida. Romário continuou na seleção até 1 de julho de 2001, quando o Brasil perdeu para o Uruguai por 1 a 0.A partida marcava a estréia de Luiz Felipe Scolari no comando da equipe. Na véspera do jogo, Romário não teria seguido à risca a recomendação de se recolher a uma determinada hora. Foi visto acordado até mais tarde. o que deixou o técnico bastante contrariado. Depois disso, Scolari nunca mais chamou Romário para a seleção.Com Parreira, Romário fez história no Mundial de 1994 e um pouco antes: precisamente em 19 de setembro de 1993. O Brasil tinha de vencer o Uruguai para se classificar à Copa do Mundo. Romário foi convocado e, com uma atuação espetacular, levou a seleção a derrotar o adversário por 2 a 0, com dois gols seus, no Maracanã."Quero agradecer ao presidente Ricardo Teixeira (da CBF) e ao Parreira por terem me dado a chance de me despedir da seleção no Brasil. Estava faltando isso na minha carreira." Na festa do dia 27, outros tetracampeões estarão no Pacaembu para receber homenagens. No entanto, não jogarão. Para Romário, o amistoso vai servir ainda como um grande evento de confraternização. O atacante espera pela presença de Bebeto. "Ele foi o meu melhor parceiro no futebol. Acho que vai ser difícil haver uma dupla de ataque como a que nós formamos", afirmou.

Agencia Estado,

18 de abril de 2005 | 19h52

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