Romário-Flamengo: definição só na 2ª

A segunda-feira será decisiva no Flamengo para o retorno do artilheiro Romário, de acordo com o vice-presidente de futebol do Rubro-Negro, Walter Oaquim. No total, cerca de R$ 70 mil é o valor que separa o craque da Gávea, mas o dirigente se mostrou otimista e apresentou soluções para equacionar o problema durante uma reunião com o jogador e o presidente interino do clube, Gilberto Cardoso Filho."O Romário quer receber US$ 100 mil (cerca de R$ 280 mil). Já conseguimos com a Coca-Cola o patrocínio de R$ 133 mil", explicou Oaquim. O restante do salário do jogador seria pago pelo clube. "Mas só posso onerar a folha salarial em mais R$ 100 mil. Combinamos de decidir tudo na segunda." Para garantir o retorno de Romário ao Flamengo, Oaquim apresentou três propostas. A primeira seria a redução do valor salarial pretendido pelo atacante. Na segunda, um outro patrocinador, que está sendo procurado, pagaria a diferença. Por fim, existe a alternativa de a equipe realizar cinco amistosos no segundo semestre (um antes do início do Campeonato Brasileiro e os outros nas datas de folga do clube na competição) cujas rendas ajudariam a fazer o pagamento dos salários de Romário ."Consegui a proeza de reduzir a folha mensal de salários de R$ 3 milhões para R$ 557 mil", contou Oaquim. "Não vou sacrificá-la novamente para ter o Romário. Com a economia que fizemos, estamos pagando os acordos trabalhistas com jogadores, como o Alex, e clubes, como o Corinthians." Sobre o processo na Justiça, movido por Romário contra o Flamengo, Oaquim disse que o episódio foi contornado. O dirigente disse que a renegociação do débito de R$ 13 milhões do clube com o atacante será feito durante o período em que ele estiver atuando. "Isso não é um problema para ser resolvido em três dias. Precisamos conversar mais e isso será feito enquanto ele estiver aqui", afirmou.

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