Romário não pede para ser o capitão

Estava escuro na Granja Comary, nesta segunda-feira, quando Romário deu a sua primeira entrevista como jogador da Seleção Brasileira sob nova direção. O artilheiro revelou que teve uma longa conversa com Luiz Felipe Scolari e não exigiu nada do técnico, nem mesmo o posto de capitão do time. Não escondeu que agora a seleção tem um treinador diferente da maioria que conheceu dirigindo a equipe do Brasil. Qual a diferença entre Wanderley Luxemburgo, Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari? "Não quero falar de quem já passou por aqui. O Leão é um técnico severo. O que sei é que o Luiz Felipe é diferente dos outros. É sincero e fala na cara o que pensa dos jogadores. Não esconde de ninguém". Na primeira conversa que tiveram aqui na Granja, você pediu para ser o capitão da seleção? "Não pedi. Todo novo treinador que chega na seleção tem o direito de escolher seu capitão, isso é natural. Agora, se ele me escolher vou ficar feliz". Em que condições se apresentou ao técnico? Está recuperado da contusão na coxa que o afastou há quase um mês dos jogos? "Estou bem, já venho treinando com bola há uns quatro dias. Estou pronto para participar dos coletivos com os outros companheiros. O jogo do Brasil com o Uruguai é só no dia primeiro de julho, até lá estarei com 100% . Podem ficar tranqüilos". A seleção vive dias difíceis e você é um jogador sempre lembrado nos momentos mais complicados. É o momento de demonstrar algo mais, dar satisfação à torcida? "Tenho 35 anos e só devo satisfação à minha família e aos meus amigos." Como a seleção pode voltar a ser a melhor do mundo? "Vencendo os jogos como sempre. Vamos, primeiro cuidar da classificação para a Copa do Mundo. Com os resultados positivos, a Seleção Brasileira voltará a ser a melhor do mundo". Scolari não quis dar detalhes sobre a conversa que teve com Romário. "Falamos de tudo, menos de seleção", comentou o treinador. O técnico garantiu que o assunto não foi a eleição do novo capitão do Brasil. "Não sei porque tanta pressa para definir o capitão. Quero conversar primeiro com os jogadores, sentir o que cada um pensa para depois escolher um. Eu não tenho preferência".

Agencia Estado,

18 de junho de 2001 | 21h40

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