Ed Ferreira/Estadão
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Câmara dificulta acesso a todos os documentos da CPI CBF/Nike

Romário é avisado que é preciso ser específico no seu pedido

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2015 | 11h00

Após solicitar cópias de todos os documentos da CPI CBF/Nike, instaurada na Câmara dos Deputados em 2000, o senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI do Futebol, em tramitação no Senador, foi avisado de que terá de ser mais específico no seu pedido e deverá ter acesso apenas a parte dos papéis. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seriam necessários 75 dias só para copiar os documentos pedidos por Romário.

De acordo com a Centro de Informação e Documentação da Câmara, os documentos da extinta CPI CBF/Nike somam 21,5 metros de papéis (armazenados em 215 caixas), 62 fitas VHS e cassete, 129 CDs, disquetes e zip-disk e mais 38 roles de microfilmes. Por isso, Cunha enviou ofício a Romário pedindo que o senador “aponte quais dos documentos ostensivos constantes do referido acervo seriam do seu interesse, com vistas à orientação sobre a sua digitalização”. Ainda segundo Cunha, o acesso a papéis sigilosos, reservados ou protegidos ainda depende de aprovação da Comissão Especial de Documentos Sigilosos.

A CPI da CBF/Nike não teve o seu relatório aprovado à época e as investigações foram arquivadas. O presidente da comissão era Aldo Rebello, que depois foi ministro do Esporte.

No requerimento feito para ter acesso aos documentos da CPI BF/Nike, Romário justifica que a CPI do Futebol tem o objetivo de investigar a CBF e possíveis irregularidades em contratos da seleção brasileira. Como o acordo comercial com a Nike já foi alvo dos deputados, ele pediu acesso ao processo.

A CPI do Futebol também já aprovou requerimento para ouvir o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP). O parlamentar foi o relator da CPI CBF/Nike.

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