Eduardo Duzek/Estadão
Eduardo Duzek/Estadão

Romário parabeniza suíços por 'batida em ninho de ratos'

Ex-jogador só lamenta que ação não tenha ocorrido durante a Copa

O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2015 | 11h13

O ex-jogador e atual senador Romário parabenizou na manhã desta quarta-feira as autoridades suíças pela "batida em um ninho de ratos'' que levou à prisão de sete dirigentes da Fifa, num hotel de Genebra, durante reunião do comitê executivo da entidade. Um dos principais críticos dos dirigentes da Fifa e também da CBF, ele também elogiou a polícia norte-americana pela investigação e a ordem de prisão.

Romário demonstrou especial satisfação pela prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin." Muitos dos corruptos e ladrões que fazem mal ao futebol foram presos. Inclusive um dos maiores do país, que se chama José Maria Marin. Um dos ratos que venho denunciando há muito tempo'', disse, por meio das redes sociais. "Esta (Marin) foi a pessoa que ao lado da presidente Dilma recebeu chefes de Estado em plena Copa do Mundo do futebol."

O campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 destacou a acusação feita pelos americanos, de que o esquema de corrupção protagonizado por dirigentes ligados à Fifa já dura 20 anos e movimentou US$ 100 milhões e só lamentou o fato de a operação não ter sido realizada antes, mais precisamente durante a Copa do Mundo de 2014, que o Brasil sediou.

Romário disse que "essa operação poderia ter sido realizada aqui, já no ano passado, porque assim emendaríamos a vergonha dos campos com a vergonha da corrupção''.

Entende, porém, que isso não foi possível porque os cartolas foram muito bem blindados. "Certamente o aparato de segurança aqui (no Brasil) deve ter sido muito grande. Na Suíça, um país de primeiro mundo, em um hotel com vista para os Alpes Suíços, eles deveriam estar confortáveis e despreocupados. Infelizmente não foi a nossa polícia que prendeu, mas alguém tinha que fazer um dia. Então, parabéns ao FBI e a polícia Suíça'', finalizou Romário.

 

 

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