Romário teve carreira polêmica

A trajetória polêmica e vitoriosa do atacante Romário nos clubes começou aos 19 anos, quando passou a fazer dupla no Vasco com o ídolo maior do clube, Roberto Dinamite. Revelado nas divisões de base da equipe de São Januário, desde cedo o "Baixinho marrento" já aprontava das suas, como no episódio em que foi cortado pela primeira vez de uma seleção, a de Juniores, em 1985, por ficar da janela do hotel urinando nos hóspedes que passavam pela rua. Mas, o futebol genial e os gols sempre foram capazes de ofuscar qualquer indisciplina de Romário. A meteórica trajetória do atleta no Vasco o levou em 1988 para o futebol holandês, onde mesmo atuando em um futebol de características opostas ao do brasileiro, continuou sendo artilheiro e conquistando títulos até deixar o clube em 1993, com destino à Espanha. A princípio, a ida de Romário para o futebol espanhol era ideal para seu estilo de jogo. E, atuando pelo Barcelona, tinha toda infra-estrutura necessária para novamente encantar os europeus. Mas, nem mesmo a artilharia conquistada no Campeonato Nacional o seduziu a permanecer na Europa e, em 1995, voltou ao Brasil para atuar no arquiinimigo do clube que o revelou, o Flamengo, que comemorava seu centenário. No Rubro Negro, Romário ficou por um ano, conquistou o título estadual, e não resistiu a uma proposta milionária do Valência para retornar à Espanha, onde ficou até 1997. De volta ao Flamengo, em 1998, foi campeão carioca, mas sucessivas indisciplinas, como o fato de faltar a treinos e sair das concentrações para noitadas fizeram seu contrato ser rescindido, após participar de uma festa em Caxias do Sul, depois de o time carioca ter sido eliminado do Campeonato Brasileiro. A rescisão com o Flamengo conduziu Romário de volta ao Vasco, onde atuou até 2002. Neste período, conquistou em 2000 a Copa Mercosul, além do Campeonato Brasileiro. Também colecionou desavenças, como a que provocou a saída do atacante Edmundo, do time de São Januário. Mergulhado em dívidas e em débito com o craque, o Vasco não teve recursos para permanecer com Romário e cobrir a proposta feita pelo Fluminense. Até deixar o Tricolor, o artilheiro recebeu todas as regalias que sempre esteve acostumado. Inclusive, a autorização para atuar por seis meses no Catar, pelo Al-Saad, quando recebeu cerca de US$ 1,5 milhão pela aventura e colecionou uma frustrante passagem pelo futebol árabe. Não marcou sequer um gol e ainda teve de devolver um relógio de ouro para o príncipe que era dono do clube.

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