Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Romário volta a atacar CBF e vê dificuldades nos próximos anos

Deputado afirma que esperava mudanças no futebol brasileiro após o vexame na Copa, mas admite que o cenário atual está distante

O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 21h14

Romário continua com a língua afiada e voltou a atacar a CBF. O deputado federal (PSB-RJ), que ocupará uma cadeira no Senado a partir do ano que vem após receber mais de 4,6 milhões de votos, afirmou que esperava mudanças no futebol brasileiro após a goleada histórica diante da Alemanha na Copa, mas admitiu que o cenário atual está distante de ser aceitável.

"Está longe de mudar, a começar pelos cabeças da CBF. Todo mundo sabe o que eu penso deles. Eles não são capazes de tomar conta do nosso futebol", disse o ex-atacante em entrevista à ESPN, na noite desta sexta-feira.

Segundo ele, se não houver uma mudança radical em relação aos comando na entidade, o torcedor brasileiro vai sofrer por mais alguns anos. Candidato único, Marco Polo del Nero foi eleito presidente da CBF em abril deste ano. O atual presidente da Federação Paulista de Futebol sucederá José Maria Marin, seu aliado político, com mandato de quatro anos, a partir de abril de 2015.


O político voltou a criticar a escolha de Gilmar Rinaldi para o cargo de coordenador da seleção brasileira. Para Romário, o ex-goleiro não está apto a ocupar a posição. "Eles colocam como diretor de futebol o Gilmar Rinaldi, que não teve importância na seleção brasileira. Ele foi mero coadjuvante em 1994", afirmou.

Apesar de defender Dunga, o deputado afirmou que a CBF também errou ao promover o retorno do treinador à seleção. "Quero bem o Dunga, sou amigo dele. Ele é um bom treinador, mas foi uma escolha errada. Era momento de reciclar, de ter alguma coisa diferente. Espero que Dunga faça um trabalho diferente do que fez há alguns anos. Torço por ele", frisou.

Romário disse também que deposita esperanças na CPI da CBF no Senado. De acordo com ele, isso pode começar a mostrar todas as coisas ruins e negativas da CBF. "A minha responsabilidade é muito grande", disse, ressaltando que alguns artigos da Lei Pelé podem ser mudados.

Em relação ao Bom Senso, o tetracampeão afirmou que o movimento tem demonstrado interesse em melhorar o futebol brasileiro. "É ao lado desse pessoal que temos que nos juntar para mudar o futebol."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.