Robson Fernadjes/Estadão
Robson Fernadjes/Estadão

Rombo com bilheteria chega a R$ 688 mil no Paulistão

Despesas de organização foram maiores do que receitas de venda de ingressos em 54 dos 150 jogos da primeira fase

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Em mais de um terço das 150 partidas da primeira fase do Campeonato Paulista, o dinheiro arrecadado pelos clubes com a venda de ingressos não foi suficiente para pagar as despesas de organização dos jogos. O rombo chegou a R$ 688.360,12.

A cada jogo como mandante os clubes têm de arcar com taxas de exames antidoping, ambulância, confecção de ingressos, policiamento, seguro e outros itens – e ainda repassam 5% da renda à Federação Paulista de Futebol. Em 54 partidas, esses custos foram maiores do que a receita.

O próprio presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, reconheceu ontem, após reunião do conselho técnico com os times que avançaram às quartas de final, que o público é decepcionante até aqui – média de 4.964 por jogo. E colocou a culpa nos clubes. “Não foi bem aquilo que a gente queria que acontecesse. A gente queria um público maior, mas entendo que há necessidade de os clubes terem um pouco de criatividade, de buscar levar o torcedor para o campo. Temos de conversar, discutir e fazer com que o público melhore”, disse.

Dono da pior média de público do Estadual (1.016 torcedores por jogo), o Osasco Audax também foi o clube que amargou o maior prejuízo em uma única partida. Na segunda rodada do torneio, a diretoria levou a partida contra o Santos para o Pacaembu na expectativa de ter um bom público, mas apenas 1.600 pessoas compraram ingresso e o Boletim Financeiro do jogo fechou em R$ 59.589,10 negativos.

A Ponte Preta, que disputou oito jogos como mandante, ficou no vermelho em seis. O déficit acumulado pela Macaca foi de R$ 90.554,65. O presidente Márcio Della Volpe diz que faltam atrativos ao campeonato.

"Já mexeram no Estadual de trás para a frente, mas podem fazer o que quiserem que o campeonato não vai ser muito diferente disso. Para piorar, parece que está todo mundo se preparando para a Copa do Mundo e deixando os Estaduais de lado neste ano."

Para o presidente do Oeste, Ernesto Garcia, as taxas cobradas pela Federação contribuem para os prejuízos acumulados pelos clubes. "É tudo muito caro e desproporcional. Os clubes do interior não podem pagar os mesmos valores que as equipes da capital." O Oeste teve lucro em apenas uma partida: na nona rodada, contra o Corinthians, em Rio Preto.

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