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Ambulância que atendeu jogador após colapso tinha falhas

Investigação da polícia local encontrou desfibriladores com baterias expiradas e medicamentos de reanimação vencidos

Estadão Conteúdo

09 de maio de 2016 | 10h46

A investigação liderada pela polícia romena sobre a morte do jogador Patrick Ekeng em campo, na última sexta-feira, apresentou seus primeiros resultados nesta segunda. O Ministério do Interior do país apontou que encontrou falhas nas ambulâncias da marca que transportou o camaronês do Dínamo Bucareste ao hospital após o colapso sofrido e campo.

O Ministério divulgou um comunicado apontando os erros encontrados após as primeiras investigações das ambulâncias da Puls, uma empresa privada do país. Nelas, foram encontrados desfibriladores com baterias expiradas e medicamentos vencidos que são usados em procedimentos de reanimação.

O comunicado não deixava claro se as falhas foram encontradas no veículo que levou Ekeng ao hospital, mas informou que o ministério decidiu pela suspensão da licença da Puls por um mês, além de obrigar a marca a pagar uma multa de 23.800 leus romenos (cerca de R$ 21,3 mil).

Ekeng morreu em campo durante partida da primeira divisão romena do Dínamo diante do Viitorul. Ele havia entrado em campo pouco antes quando sofreu um colapso e caiu desacordado no campo, aos 24 minutos do segundo tempo. O camisa 14 parou no meio do campo, colocou as mãos sobre os joelhos e caiu de costas no chão, ainda respirando.

O árbitro paralisou a partida e cerca dois minutos depois, o camaronês já estava dentro da ambulância, que foi buscá-lo no gramado. Os médicos ainda tentaram ressuscitá-lo no hospital, sem sucesso. A torcida e alguns dirigentes criticaram o que eles consideraram atrasos no tratamento a Ekeng no campo e ao levá-lo de ambulância para o hospital.

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