JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Romero quase deixou o Corinthians. Agora será titular no clássico

Tite fala em bom momento do atacante, mas faltam opções no time com as saídas de Guerrero e Sheik - e má forma física de Love 

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2015 | 07h00

"Quer que eu faça a função do Guerrero?", disse Romero, novo titular do Corinthians, a Tite. "Não", respondeu o treinador. "Quero que Romero seja Romero, e não o Guerrero. Quero de você jogadas de velocidade, e não de pivô." A conversa, revelada pelo próprio Tite, ocorreu durante um treinamento nesta semana.

A entrada de Romero é a principal novidade do Corinthians para o clássico deste domingo contra o Palmeiras. Se vai dar certo, é uma incógnita. Guerrero não tem substituto. Romero é um 'plano C'. O 'B' seria Love, vetado por má condição física.

Pela primeira vez em 2015 Romero será titular. Ele ganhou a posição porque, segundo o treinador, vive uma boa fase, além de ter feito o gol da vitória na estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro. Fato raro: em 32 jogos, foram só dois gols pelo Corinthians.

"É momento, um prêmio para quem está melhor, para quem aguardou a oportunidade. Ele criou sua chance, ele merece. É coerência. E meu time está aberto (as posições) do meio de campo para frente", afirmou o treinador.

Essa não é a única explicação. Hoje faltam opções a Tite. Guerrero e Emerson são passado, Love não está pronto e Malcom está na seleção Sub-20. Com esses atletas à disposição, Romero seria reserva ou sequer seria relacionado. Por tudo isso, o garoto de 22 anos quase foi vendido no início deste ano. Faltou comprador.

Agora a estratégia de Tite é passar confiança ao atacante. Romero soube que seria titular na quarta-feira, dia que a diretoria confirmou que Guerrero teve seu contrato encerrado e não jogaria o clássico. "O atleta não pode ser pego de surpresa, ele tem de se preparar para o jogo", justificou o treinador.

Se a ideia de Tite falhar, restará ao técnico duas alternativas para o segundo tempo: apostar no velocista Mendoza ou, mais uma vez, dar chance a Danilo atuar como centroavante, posição que agrada ao veterano meia que sempre vai bem em jogos decisivos. 


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