Ronaldinho brilha e Atlético-MG bate São Paulo em casa

O Atlético Mineiro contou com a inspiração de Ronaldinho Gaúcho e com apoio da torcida para estrear na Copa Libertadores com uma boa vitória sobre o São Paulo, no Estádio Independência, na noite desta quarta-feira. Sob o comando do meia-atacante, o time da casa impôs forte ritmo de jogo, dominou os paulistas e venceu por 2 a 1.

FELIPE ROSA MENDES, Agência Estado

14 de fevereiro de 2013 | 00h06

Jô e Réver, com assistências de Ronaldinho, marcaram os gols dos anfitriões. O São Paulo descontou nos minutos finais, com Aloísio, mas não pôde evitar a derrota em uma partida dominada pelos mineiros. O Atlético, que contou com a discreta reestreia de Diego Tardelli, ampliou sua série invicta no novo Independência para 23 jogos sem derrota, desde abril de 2012, quando o estádio foi reinaugurado.

O novo triunfo fez o Atlético despontar na liderança do Grupo 3 da Libertadores, com três pontos. O São Paulo segue sem pontuar e espera pelo confronto entre Strongest, da Bolívia, e Arsenal, da Argentina, nesta quinta, para saber em que posição ficará ao fim desta primeira rodada.

Atlético e São Paulo voltam a campo pela Libertadores daqui a duas semanas. O São Paulo vai enfrentar o Strongest no dia 28 deste mês, no Morumbi. Já o Atlético viajará para a Argentina para o duelo com o Arsenal, no dia 26. Pelos Estaduais, o time de Ney Franco vai encarar o Ituano, sábado, em casa. A equipe mineira enfrentará o Araxá, novamente no Independência, no domingo.

O JOGO - Empurrado por sua empolgada torcida, o Atlético impôs um forte ritmo de jogo desde os primeiros minutos de partida nesta noite. Adiantou a marcação logo no início e pressionou o São Paulo sem aliviar a correria durante todo o primeiro tempo.

Com tal volume de jogo, acabou criando a primeira boa chance de gol da partida aos 5 minutos. Ronaldinho cobrou falta na área e Jô cabeceou com perigo. Rogério Ceni fez a defesa à queima-roupa.

Sem se intimidar com o estilo de jogo do rival, o São Paulo apertou a marcação e deixou o duelo mais "mordido". Cada passe era acompanhado por pelo menos dois marcadores, um de cada time. O jogo era ditado pela correria e por pegadas mais fortes. Assim, os lances não se estendiam e a bola "queimava" nos pés dos jogadores de cada lado.

A pressão atleticana se consolidou aos 12 minutos, quando Marcos Rocha aproveitou vacilo geral da defesa do São Paulo. Ele confundiu os rivais ao bater lateral na direita para Ronaldinho, que estava à frente da zaga, mas em posição regular por se tratar de arremesso manual. O meia cruzou rapidamente para a pequena área e Jô escorou rasteiro para as redes.

O lance teve início com uma situação inusitada. Ronaldinho foi até Rogério Ceni pedir um pouco d''água e, logo após tomar da garrafinha do goleiro, ficou isolado no ataque, dentro da área. Foi desta posição que deu sequência à cobrança de lateral e deu assistência para o gol.

Ao fim do primeiro tempo, o meia negou que tenha planejado o lance. "Foi sorte mesmo. Fui limpar a boca. E, quando eu vi, o árbitro deu seguimento à jogada. Não foi ensaiado", garantiu Ronaldinho, na saída para o intervalo. "Foi falta de atenção nossa. Ele estava em posição regular. Erramos e agora vamos ter que apertar mais", comentou Rogério Ceni.

Após levar o gol, o São Paulo se desorganizou em campo e mostrou assustado com o ímpeto do rival. Com as mesmas correria e pegada, Atlético envolvia o São Paulo e acelerava o jogo no meio-campo. E tentava surpreender a defesa rival a todo momento.

Aos 27, a estratégia quase deu certo. Bernard disparou pela esquerda, entrou na área e bateu no canto. Ceni defendeu, mas deu rebote, desperdiçado por Diego Tardelli. O atacante pegou mal na bola e perdeu grande chance de ampliar o marcador.

O ritmo alucinante da partida só teve fim no intervalo. O Atlético voltou para o segundo tempo mais cauteloso, preocupado com seu preparo físico. E o São Paulo se mostrou disposto a valorizar a posse de bola na tentativa de cadenciar a partida.

Mais calmo, o time visitante equilibrou o confronto e passou a levar perigo no ataque, o que não havia conseguido na etapa inicial. Aos 20, Jadson levantou na área e ameaçou o gol atleticano. No minuto seguinte, Luis Fabiano recebeu lançamento na direita e encheu o pé. Victor fez grande defesa.

O São Paulo evoluía a cada minuto e parecia muito perto do empate. Mas foi o Atlético que balançou as redes. E novamente com assistência de Ronaldinho. Aos 27, ele recebeu pela esquerda, foi até a linha de fundo e levantou na cabeça de Réver, que só escorou para o fundo do gol.

Preocupado, o técnico Ney Franco mudou o meio-campo e reforçou o ataque. Ganso, Aloísio e Maicon entraram na partida. E a mudança deu certo. Aos 37, Luis Fabiano descolou bom passe pela direita para Aloísio, que entrou na área e finalizou rasteiro, reduzindo a vantagem atleticana no placar.

O São Paulo ainda teve a chance de buscar o empate nos acréscimos, quando Ganso bateu com perigo, aos 47 minutos. A bola passou rente à trave esquerda de Victor, para alívio da torcida atleticana.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-MG 2 x 1 SÃO PAULO

ATLÉTICO-MG - Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver, Júnior César; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho Gaúcho, Bernard (Richarlyson); Diego Tardelli (Luan) e Jô (Alecsandro). Técnico: Cuca.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda (Aloísio), Lúcio, Rhodolfo, Cortez; Denilson, Wellington (Maicon), Jadson (Ganso); Douglas, Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

GOLS - Jô, aos 12 minutos do primeiro tempo. Réver, aos 27, e Aloísio, aos 37 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Paulo Miranda, Jadson, Luan, Lúcio.

ÁRBITRO - Marcelo de lima Henrique (RJ).

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 18.167 pagantes.

LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.