Ronaldinho evita rótulo de estrela

Ronaldinho Gaúcho não aceita o rótulo de grande estrela da Copa das Confederações. Eleito o melhor de todos pela Fifa em 2004, ele espera ser reconhecido como mais um jogador da seleção brasileira e não o astro principal da companhia. Sua missão, garante, é dar ao Brasil outro título. E antecipou que o quarteto fantástico - Kaká, Robinho, Adriano e ele - vai dar certo no torneio. Só não promete maravilhas para o jogo de estréia, quinta-feira, contra a Grécia, em Leipsig.Na manhã desta terça-feira, no Castelo de Lerbach, cenário medieval em que a CBF instalou a seleção nas cercanias de Leverkusen, Ronaldinho revelou alguns segredos da concentração, o que representa a Copa das Confederações e a "doce vida" de ser o número 1 do mundo.Agência Estado - Você é a grande atração da Copa das Confederações. Por onde passa, arrasta multidões. Isso aumenta a responsabilidade ou encara tudo normal?Ronaldinho Gaúcho - Acho tudo muito natural. Não me vejo como a estrela. Estou feliz pelo momento que estou vivendo. Quero continuar assim e tenho certeza de que serei feliz aqui na Alemanha. Não penso ser a atração da Copa, quero é ajudar meus companheiros a dar mais um título ao Brasil.AE - Depois do fiasco contra a Argentina, a expectativa no Brasil é pelo rendimento do quarteto fantástico. Vai funcionar?Ronaldinho - Acredito muito neste esquema ofensivo. A nossa dificuldade é fecharmos os espaços quando o Brasil perde a bola. Se encaixarmos essa parte defensiva, a equipe vai ficar bem blindada. E lá na frente, com muita movimentação, nós quatro poderemos surpreender, decidir.AE - Se a seleção perder e o quarteto não funcionar?Ronaldinho - As críticas serão fortes. Isso é normal quando se perde, como é normal o elogio quando se ganha. Eu, particularmente, me sinto bem neste esquema ofensivo. Para dar certo, eu e o Kaká temos de ajudar na marcação e criar situações de gols para o Robinho e Adriano. É assim que devemos jogar.AE - Se funcionar, podemos garantir que a seleção ficará imbatível?Ronaldinho - A seleção brasileira não é imbatível. Temos de lembrar que estamos a um ano da Copa do Mundo, o time precisa de tempo para se ajustar.AE - O Pelé disse que a final do Mundial de 2006 será entre Brasil e Alemanha. O Rei está certo?Ronaldinho - Tomara que sim. Espero que seja dessa forma, que seja essa final e o Brasil consiga o título.AE - Por falar em rei, quem é o rei ou o príncipe deste castelo na concentração?Ronaldinho - Aqui não tem reis, nem princípes, tem é um grupo de jogadores determinados a vencer. Formamos um grupo forte e com muita vontade de vencer sempre.AE - O Castelo de Lerbach cercado por um bosque e "isolado" do mundo não assusta? Como vocês gastam o tempo?Ronaldinho - O conforto é grande, a tranqüilidade também. No primeiro dia (sábado), não havia nada. Agora tem bastante internet, playstation. Estamos concentrados e nos divertindo. Todos nós, jogadores, estamos acostumados com as concentrações. Não tem mistério.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.