Ronaldinho Gaúcho é oferecido ao Palmeiras, mas não empolga

Clube faz oferta de R$ 200 mil de salário e bônus ao meia que estava no Atlético-MG e deseja permanecer no Brasil até dezembro 

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2014 | 14h38

Oferecido para clubes brasileiros após deixar o Atlético-MG, o atacante Ronaldinho tem seu nome comentado no Palmeiras há pelo menos uma semana. Representantes do atleta o indicaram à diretoria alviverde, que não se empolgou muito com o negócio. Mesmo assim, fez uma proposta para contratá-lo por um curto período de tempo. A ideia de Ronaldinho é ficar no Brasil até o fim do ano, quando jogará nos Estados Unidos. Além do tempo de contrato, outro fator que não faz o Palmeiras se empolgar com a possibilidade de contar com o jogador é o seu salário. O Palmeiras ofereceu R$ 200 mil mensais, além de bônus por produtividade e porcentagem em possíveis patrocínios. 

O Estado conversou com representantes do clube, que asseguraram terem feito a oferta sem muita esperança de contar com o meia, que segundo eles, pretende ter salário muito maior. O Palmeiras não está disposto a entrar em disputa com nenhuma outra agremiação, até por não poder oferecer mais dinheiro. A notícia do interesse no jogador teria vazado para que Ronaldinho pudesse ser mais valorizado em futura negociação com outros times. O Palmeiras só pretende se reunir com representantes do jogador, caso admitam que os valores podem ser aceitos.

O Santos é um dos clubes interessados, embora o empresário do atleta, o ex-jogador Assis, negue que tenha conversado com qualquer presidente. Ronaldinho é sonho antigo do Palmeiras, que tenta sua contratação desde 2012, antes de ele ir para o Atlético-MG. A negociação avançou bastante e quase foi confirmada. 

Na quarta-feira, o diretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, comentou à SporTV sobre a dificuldade que o time teria em contratar um reforço de peso neste momento. Coincidência ou não, ele citou Ronaldinho. "Sou muito frio. Eu gostaria de ter o Ronaldinho Gaúcho, um grande ídolo, mas só o traria se ele fosse autofinanciável. Eu não faria o clube financiá-lo e não posso me comprometer com um salário com o jogador para, depois, ver se consigo um patrocinador. E se eu não conseguir?", questionou.

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