Norberto Duarte/AFP
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Ronaldinho Gaúcho pode deixar prisão domiciliar no Paraguai no dia 24 de agosto

Juiz definiu a data para analisar o pedido de liberdade do ex-jogador e de seu irmão

Reuters, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2020 | 07h23

O juiz paraguaio que cuida do caso de Ronaldinho Gaúcho agendou na última segunda-feira para o dia 24 de agosto uma audiência em que analisará se concederá ao ex-jogador brasileiro a liberdade de retornar ao Brasil. Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis Moreira foram presos em Assunção no início de março por terem usado passaportes com conteúdo falso para entrar no país.

Eles passaram pouco mais de um mês detidos em um quartel da polícia nos arredores de Assunção e quatro meses em prisão domiciliar em um hotel no centro da capital. Na sexta-feira, os promotores pediram ao juiz a suspensão condicional do procedimento para que o ídolo do Barcelona possa retornar ao seu país.

Com a audiência preliminar “termina basicamente uma das etapas do processo... é onde se analisa o requerimento conclusivo do Ministério Público e se cede a palavra à defesa”, explicou o juiz Gustavo Amarilla à emissora na Primero de Marzo.

O magistrado disse que na audiência, que será presencial e será realizada na sede do Poder Judiciário do Paraguai às 15h (horário de Brasília), perguntará aos acusados se estão de acordo com a proposta apresentada pelo Ministério Público.

Espera-se que Amarilla aceite a proposta dos promotores, embora também possa rejeitá-la ou estabelecer outras condições para os irmãos. A promotoria propôs que Ronaldinho pague 90.000 dólares, fixe um endereço no Brasil e compareça às autoridades judiciais de seu país a cada três meses.

Sobre Assis, foi apresentada proposta que ele pague 110.000 dólares. A investigação concluiu que Ronaldinho não sabia que estava usando um passaporte adulterado, mas seu irmão sim.

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