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Ronaldinho pode transformar seu 'chefe' em magnata da mídia

Meia pode atrair espectadores para nova TV do dono do Querétaro

GABRIEL STARGARDTER, REUTERS

27 de fevereiro de 2015 | 15h48

Quando Ronaldinho Gaúcho assinou com o time mexicano Querétaro em setembro, Olegario Vázquez Aldir, o novo dono do clube, ficou um passo mais perto de se tornar o próximo magnata da mídia no país.

Embora Ronaldinho, duas vezes Jogador do Ano da Fifa, já tenha passado do auge, ainda é um dos jogadores mais brilhantes que já atuaram no México, e contratá-lo por 2 milhões de dólares por ano foi uma grande jogada para Vázquez Aldir, que usa o futebol para ganhar terreno na elite mexicana.

Líder da segunda geração do Grupo Empresarial Angeles (GEA), que controla empresas de mídia, hotéis, empreiteiras e hospitais, Vázquez Aldir deve comprar pelo menos uma das duas novas redes de televisão que serão leiloadas em março. Se o fizer, o empresário de 42 anos terá um novo veículo para moldar a opinião pública e fortalecer seu império comercial.

E como os times de futebol mexicanos vendem seus direitos de transmissão, Ronaldinho, de 34 anos, pode ajudar a atrair telespectadores e anunciantes para a nova rede e contribuir para que Vázquez Aldir capitalize o mercado de milhões de torcedores mexicanos fanáticos residentes nos Estados Unidos.“Esta oportunidade não poderia ter sido melhor para nós”, disse Vázquez Aldir em uma coletiva de imprensa depois de comprar o Querétaro.

Ao adquirir o clube, Vázquez Aldir também aprimora seu perfil, juntando-se a figurões como Carlos Slim, bilionário das telecomunicações, Emilio Azcarraga, diretor-executivo da Televisa, e Ricardo Salinas, presidente da TV Azteca, cujos times de futebol reforçaram seus impérios midiáticos e sua influência política.

Depois de comprar o León e o Pachuca em 2012, Slim tirou suas partidas da TV aberta, um duopólio controlado pelas rivais Televisa e TV Azteca, e os distribuiu por seus canais de Internet, e ainda vendeu os eventos em pay-per-view para a Fox Sports no México e para a Telemundo nos Estados Unidos.

Vázquez Aldir, que se recusou a fazer declarações para esta matéria, deu poucos detalhes sobre seus planos para o Querétaro, mas uma fonte com conhecimento sobre a empresa afirmou que ele desejava comprar um clube de futebol desde antes de a divisão de mídia do GEA, o Grupo Imagen, obter sua primeira concessão para TV aberta em 2006. A empresa ainda possui o canal de notícias em pay-per-view Excelsior TV.

“A cultura da empresa sempre foi a de se tornar um dos maiores conglomerados de negócios do México”, declarou Maria Elena Meneses, que passou três anos no Grupo Imagen para observar a companhia para sua pesquisa de doutorado.“Acho que eles estão interessados na divisão de mídia porque ela lhes permite fazer lobby por seus interesses comerciais”.

Só duas empresas estão disputando o leilão, que é fruto da reforma dos mercados de telefonia e TV, dominados por Slim e Azcarraga, idealizado pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

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