Ronaldinho preocupa os argentinos

Já se passaram quase dois anos do fracasso argentino na Copa do Mundo e os torcedores ainda não perdoaram os jogadores e o técnico Marcelo Bielsa. Nos jogos em casa, o público tem demonstrado pouca paciência com a seleção e poupado apenas os garotos que tiveram pouco ou nada a ver com a decepção no Japão, como Aimar e D?Alessandro. Por isso, os jogadores encaram o jogo de quarta-feira no Mineirão como uma ótima chance de começar a reverter essa situação. ?Nosso fracasso no Mundial ainda está muito presente na cabeça dos torcedores. Queremos ajudá-los a esquecer isso e nada melhor do que uma vitória contra o Brasil fora de casa para dar iníco a esse processo?, afirmou Kily Gonzalez. Até agora, a média de público da Argentina em Buenos Aires é de 35.321 pessoas por jogo. Foram 35.372 no empate (2 a 2) com o Chile, 30.042 na vitória (3 a 0) sobre a Bolívia e 40.551 no triunfo (1 a 0) sobre o Equador. Todos os jogos foram no Monumental de Nuñez, que tem capacidade para 52 mil pessoas. Na edição passada das Eliminatórias, em que a Argentina foi a líder disparada, a equipe jogava sempre com casa cheia. O centroavante Crespo, uma das ?vítimas? do desastre na Copa do Mundo, concorda com Kily Gonzalez de que a partida de Belo Horizonte será muito especial. ?Poder jogar contra o Brasil nos faz pensar que vale a pena ser jogador de futebol.? Todos os jogadores argentinos sabem que a partida será muito complicada, pelo bom momento vivido pela seleção brasileira. Mas se a opinião de Saviola for levada em conta, a Argentina se preocupará muito com Ronaldinho Gaúcho. Companheiro do brasileiro no Barcelona, ele está impressionado com o que viu durante a temporada. ?Precisaremos ter uma atenção especial com Ronaldinho, porque quando menos se espera ele inventa uma jogada espetacular e deixa alguém na cara do gol. Faz coisas com a bola que os outros levam a vida inteira para aprender.?

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