Ronaldo adere a programa contra fome

Ronaldo se ofereceu para ajudar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva no projeto "Fome Zero". O jogador enviou mensagem a Lula, nesta quinta-feira, se colocando à disposição para apoiar as iniciativas da futura Secretaria de Emergência Social. Foi a primeira manifestação do Fenômeno, que, embaixador da ONU, não participou das campanhas dos candidatos a presidente. Nos oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso, ele também não se engajou nos programas sociais do governo do PSDB."Hoje sou mais um entre milhões de brasileiros que querem cumprimentar o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Acompanhei o resultado das eleições e fiquei feliz com a força da democracia, o que é motivo de muito orgulho", disse Ronaldo na mensagem que enviou a Lula e foi divulgada no seu site oficial. O texto foi reproduzido no site "Lula 2002", do PT.O Fenômeno do futebol garantiu que se entusiasmou com o projeto do ?fenômeno? político. "Mais feliz fiquei ainda ao tomar conhecimento de que uma das primeiras providências de Lula foi criar uma Secretaria de Emergência Social para combater a fome. Quero aproveitar para me pôr à disposição para ajudar no que for possível para tornar mais digna a vida de muitos brasileiros. Parabéns, presidente", diz a mensagem.Ronaldo, na mensagem a Lula, ressaltou que já faz esse trabalho em outros países. Nada mais correto do que se engajar na luta em seu próprio país. "Como embaixador da ONU, tenho percorrido o mundo todo e tomado conhecimento da dimensão de um problema que no Brasil temos a urgência de enfrentar".Em setembro, Ronaldo e o francês Zidane participaram da campanha "Unidos Contra a Pobreza", gravando um filme publicitário que será exibido em todo o mundo até o final do ano. A peça abriu a campanha da ONU em meados de outubro, em Nova York.O jogador anunciou ainda que, em breve, retornará a Kosovo para visitar a escola que, destruída na guerra, ajudou a reconstruir. Na sua primeira visita, há dois anos, foi recepcionado por centenas de meninos que fizeram de tudo para pelo menos tocar no ídolo. A cena foi registradas nas primeiras páginas dos jornais mais importantes do mundo.No Brasil, o Fenômeno também trabalha contra a pobreza. Desde 1999, todos os prêmios (bichos) que recebe pelas conquistas da seleção brasileira ele destina às instituições sociais que cuidam de menores. Parte dos US$ 150 mil que recebeu da CBF pela conquista do penta mundial foi doada à Fundação Gol de Letra, dos ex-jogadores Raí e Leonardo."Assumi esse compromisso depois que conquistamos a Copa América, no Paraguai. Eu estava voltando a jogar futebol depois da primeira cirurgia no joelho. Foi a forma que encontrei para recompensar os que não têm nada no Brasil", disse o atacante ainda no Japão, durante a Copa do Mundo.Quando vai ao Rio de Janeiro, de férias ou folgas prolongadas, Ronaldo costuma visitar o Instituto Nacional do Câncer. Ele construiu uma das alas dos hospital destinado às crianças.Em 2003, Ronaldo já tem agendadas visitas a alguns países da África. Também deve encontrar-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda em dezembro, antes da posse, quando terá pelo menos uma semana de folga com a paralisação do Campeonato Espanhol para as festas de Natal e Ano Novo.Ronaldo, assim como o presidente eleito, nasceu muito pobre. Passou a infância em uma casa modesta em São Cristóvão, subúrbio do Rio. Dormia em um sofá na sala. A mãe sustentava a família. O pai bebia demais. Muitas vezes, o menino foi treinar no São Cristóvão apenas com um sanduíche no estômago. Só começou a ganhar dinheiro quando se transferiu para o Cruzeiro, aos 16 anos. Dali para frente, fez fortuna jogando na Holanda, Espanha e Itália. Hoje fatura cerca de US$ 10 milhões por ano entre salários do Real Madrid e contratos de publicidade com a Nike, TIM, AmBev, Parmalat e Pirelli.

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