JF Diório/AE
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Ronaldo admite que não conhece zagueiros adversários

Fenômeno afirma que está recebendo uma forte marcação em seus jogos pelo Corinthians no Paulistão

Marcelo Rizzo, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 22h19

SÃO PAULO - Na sua volta ao Brasil depois de quase 15 anos jogando na Europa, Ronaldo tem encontrado dificuldade para lidar com a marcação dos zagueiros brasileiros, que utilizam mais o contato para tentar evitar os gols do Fenômeno. Além disso, o centroavante do Corinthians admite que não conhece os adversários, fator que o técnico Mano Menezes tem procurado amenizar nas últimas partidas.

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"Nome eu não sei mesmo. O Mano passa antes de cada jogo um VT com algumas partidas do adversário e fala da numeração deles. Dessa maneira, eu tento me identificar dentro de campo", explicou Ronaldo. Nesta terça-feira, contra o Ituano, no Pacaembu, Tiago Bernardi e Anderson terão a missão de parar o Fenômeno.

Tiago Bernardi tem 29 anos e um vasto currículo. Já jogou em times grandes, como o Santos, e no segundo escalão do futebol europeu. Segundo Mano Menezes, é um jogador que precisa de cuidado. "Aqueles que já jogaram em times grandes sempre querem jogar mais quando enfrentam novamente uma grande equipe", alertou o treinador.

Bernardi não acha que marcar Ronaldo será algo diferente em sua carreira. "É mais um grande jogador. Lógico que ele é diferenciado, mas não pretendemos mudar a postura", afirmou Bernardi nesta segunda-feira, do hotel onde o Ituano está concentrado em São Paulo.

O companheiro de Tiago é Anderson. Aos 22 anos, o jogador revelado pelo Fluminense pode assustar pelo porte atlético. Mas é em cima dele que Ronaldo deve atuar, já que é mais lento do que o companheiro. O problema é que tanto Anderson quanto Bernardi têm contratos curtos, até o início de maio. E precisam mostrar serviço para ter emprego no Campeonato Brasileiro, nem que seja por outro clube.

"O pessoal está marcando em cima mesmo. Contra a Ponte Preta o jogador não largava a minha camisa, mesmo com a bola no ataque deles. Contra o Guarani, levei uma entrada forte no final que até assustou, por causa do joelho. Mas mostrei que estou inteiro", brincou Ronaldo.

Ele só não titubeia em apontar o melhor zagueiro que o marcou até hoje: Paolo Maldini, italiano que defende o Milan e se aposenta no meio do ano. "Ele não fazia falta, não ficava perto. Mas na hora certa dava o bote e te roubava a bola. Você nem percebia o que aconteceu."

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