Ronaldo diz que médicos dos clubes italianos não ajudam

Técnico da Inter de Milão, Roberto Mancini dá razão e pode sofrer represálias por opinião

Ansa,

26 de novembro de 2007 | 20h10

Continuou nesta segunda-feira, com tons ainda mais ásperos, a polêmica que envolve o técnico da Inter de Milão, Roberto Mancini, e o atacante do Milan, Ronaldo, pelo modo como este questionou o caso de Adriano, somada à discussão com os médicos dos clubes italianos, acusados de não ajudarem os jogadores lesionados em seus retornos às atividades. "Adriano foi e continua sendo meu amigo, precisa de ajuda e acho que não recebeu de Mancini, isto é tudo o que disse e agora repito", afirmou Ronaldo após o final da partida do Milan contra o Cagliari no domingo, que marcou sua estréia no Campeonato Italiano. Um dia antes, Mancini respondeu às declarações de Ronaldo, feitas na quinta-feira. "Não sabe nada sobre o tema, os verdadeiros amigos não são aqueles que sempre te dão razão", afirmou o treinador em alusão a sua reiterada negação em escalar Adriano, que realiza tratamentos de recuperação em São Paulo. Quanto aos médicos dos clubes italianos, Mancini disse hoje que "pioraram claramente, tendem sempre a parar os jogadores e a impedir seu retorno às atividades, mesmo quando já recuperaram totalmente suas dificuldades físicas". A Federação dos Médicos Esportivos da Itália, através de seu presidente, Maurizio Casasco, pediu à Federcalcio (Federação Italiana de Futebol) e ao Comitê Olímpico Italiano (Coni), que recorra a vias legais contra Mancini por considerar"inaceitáveis e irresponsáveis" suas declarações. Mancini tentou acalmar o caso, afirmando que não tinha intenção de "ofender ninguém" e que apenas fez "um comentário sem más intenções". Mas acrescentou que falou "baseado em experiências pessoais e minha opinião não muda de uma hora para outra."

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