Ronaldo evita falar sobre o Real

O dia de Ronaldo foi quente, agitado e inconclusivo. O astro da seleção perdeu o avião que saiu às 7h45 do Rio porque teria ficado preso em congestionamento na Linha Amarela, via que liga a Barra da Tijuca ao Centro da cidade. Por conta das conexões, só chegou a Fortaleza no meio da tarde e driblou perguntas a respeito da transferência para o Real Madrid. As negociações com a Inter prosseguem, mas nem os clubes nem os representantes do jogador bateram o martelo. "Vamos ver o que acontece", repetiu o artilheiro do Mundial sempre que o assunto convergia para o futuro de sua carreira. "Não cabe a mim responder, porque não tenho idéia da situação no momento", insistiu. "O certo é que não mudou minha vontade de sair. Tenhos meus motivos e o clube sabe quais são. E também não há razão para divulgá-los." A cautela de Ronaldo se justifica. No fim de semana, parecia tudo acertado e até havia a previsão de assinatura de contrato. O presidente da Internazionale, Massimo Moratti, endureceu na negociação, a ponto de reafirmar que o craque não sairia do clube antes do encerramento do contrato, em 2006. "Há 80% de chance de ele ficar", garantiu. "Na minha opinião, essa possibilidade é de 100%", emendou o cartola, que voltou a se mostrar decepcionado com o comportamento do goleador. "Os torcedores gostam dele e sempre o apoiamos", recordou. "A atitude dele nos decepcionou. Esperávamos uma reação dele, depois da Copa, mas de outra forma." O discurso de Moratti parece ser apenas uma forma de valorizar a transação. Os jornais espanhóis divulgaram hoje informações segundo as quais o dirigente italiano teria pedido ao Real Madrid os passes dos atacantes Solari e Morientes, além de US$ 50 milhões, para liberar Ronaldo ainda esta semana. O presidente Florentino Perez também não mostra pressa, como estratégia para fazer negócio, de preferência por soma inferior àquela que seu colega Moratti espera obter. Alexandre Martins, um dos empresários de Ronaldo, segue de perto as manobras dos dois presidentes e não perde o otimismo. Em sua opinião, tudo se resolve logo.

Agencia Estado,

19 Agosto 2002 | 19h30

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