REUTERS/Jim Bourg/Files
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Ronaldo foi da dor à consagração em 2002

Atacante passou por um tratamento intensivo com médicos, fisiologistas e preparadores físicos da seleção para estar no mundial

O Estado de S.Paulo

02 Março 2018 | 07h00

A possibilidade de o Brasil ficar sem seu principal atacante em uma Copa do Mundo assombra a seleção de tempos em tempos, e um dos casos mais famosos ocorreu em 2002, ano do penta. À época, Ronaldo Nazário sofria com uma sequência de lesões musculares, que vieram na esteira de duas operações no joelho.

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O atacante passou por um tratamento intensivo com médicos, fisiologistas e preparadores físicos da seleção. “Combinamos que ele faria um trabalho em três turnos, durante um mês, para jogar um amistoso – e aí a gente tomaria a decisão (sobre ele ir ou não à Copa)”, lembra o médico da seleção na ocasião, José Luiz Runco.

No fim de março de 2002, Ronaldo jogou o primeiro tempo do amistoso com a Iugoslávia, em Fortaleza. Saiu ovacionado e foi convocado para o Mundial.

Runco recorda que o jogador e o meia Rivaldo – que também vinha de lesão grave – trabalhavam em dois turnos na Granja Comary durante a preparação para o torneio, ora com Felipão, ora com os preparadores físicos. Ronaldo arrebentou na disputa.

O exemplo serve para mostrar que Neymar tem plenas condições de se recuperar a tempo. “Se o procedimento ocorrer como se espera, no início de maio você tem o Neymar pronto para trabalhar”, diz Runco. “Técnica eles (os jogadores) não perdem. Tem de dar condicionamento físico, força muscular e equilíbrio. Com as técnicas de hoje, dá um tempo muito bom para recuperar.”/ M.D.

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