Ronaldo inflaciona preço de ingressos

Ronaldo não traz benefícios apenas para o ataque do Real Madrid. Até os adversários tiram proveito. No próximo sábado, a equipe madrilenha vai até Santander enfrentar o Racing e os diretores do clube local aproveitarão a presença do brasileiro para faturar mais. A idéia foi aumentar os preços dos ingressos vendidos nas bilheterias. Na Espanha, além dos bilhetes vendidos nos estádios, os torcedores compram carnês no início da temporada - bilhetes que dão acesso a todos os jogos.O torcedor que quiser ver Ronaldo com a camisa 11 do Real pela terceira vez (as outras duas foram contra o Alavés e o Bétis), terá de desembolsar, no mínimo, 34,8 euros (R$ 139,2), preço do ingresso mais barato. A entrada mais cara sai por 84,1 euros (R$ 336,4). Esse é o valor mais alto de um ingresso na história do pequeno clube de Santander.Dirigentes do Racing tomaram a iniciativa principalmente pelo fato de Ronaldo ter participado desde o início do jogo contra o Bétis. É verdade que aquela partida começou faltando dois minutos para o fim da primeira etapa (o jogo fora interrompido por falta de energia elétrica, dia 14 de setembro, e o restante foi disputado a semana passada), mas o jogador participou de todo o segundo tempo e atuou mais tempo que na estréia contra o Alavés. Além disso, os torcedores do Racing andam animados, o clube vem de excelente vitória sobre o La Coruña, fora de casa.Os clubes espanhóis esperam aproveitar, e muito, a contratação de Ronaldo por parte do Real Madrid, que já contava com estrelas como Figo, Raúl, Zidane e Roberto Carlos.No último fim de semana, Ronaldo aproveitou a folga no Campeonato Espanhol (não houve rodada em função das Eliminatórias para a Eurocopa/2004) e foi até Moscou. Visitou a Praça Vermelha e alguns restaurantes. "Gosto de Moscou. Posso me divertir como no Rio de Janeiro", afirmou o atacante.Enquanto isso, na Itália, o presidente da Inter de Milão, Massimo Moratti, declarou nesta segunda-feira que não descarta um possível retorno de Ronaldo à equipe italiana. A saída do brasileiro, desafeto do treinador Héctor Cúper, foi muito traumática. "Nesse momento um retorno me parece difícil, mas não há nada de mal se escreverem que Ronaldo pode voltar. Na vida, nós nunca sabemos o que pode acontecer, por isso não podemos afirmar que Ronaldo não voltará jamais, ninguém tem a certeza do futuro", disse o dirigente a um jornal italiano.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2002 | 20h26

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