Cruzeiro/Staff Images
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Ronaldo rebate nota da Mesa Diretora do Cruzeiro e revela aporte inicial de R$ 50 milhões

Polêmica envolvendo Fenômeno e conselheiros do clube sobre investimento ganhou novo capítulo nesta quinta-feira; dirigentes esperavam colocar a mão em R$ 350 milhões

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2022 | 13h33

Ronaldo se posicionou nesta quinta-feira através de uma carta publicada em suas redes sociais rebatendo a nota da mesa diretora do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, que criticou detalhes do contrato entre as partes para a compra da SAF, quebrando a cláusula de confidencialidade do documento. O time de Minas ainda não assinou toda a papelada para a transformação em Sociedade Anônima do Futebol. 

A nota publicada cita os nomes dos conselheiros e afirma que o posicionamento deles "expõe parcialmente dados confidenciais e distorce a realidade dos termos firmados". Nesta semana, Ronaldo já havia solicitado a inclusão dos CTs do clube na negociação.

A mesa diretora acusou Ronaldo de só aportar R$ 50 milhões em um acordo que previa investimento de R$ 350 milhões e que o valor restante seria a própria SAF a gerar a receita. O ex-atacante confirmou que o valor inicial é de R$ 50 milhões "além de um compromisso de investimento de mais R$ 350 milhões que pode ser feito através de incremento de receitas ou de aporte direto". No início da transação, Ronaldo e Cruzeiro bateram o martelo em R$ 400 milhões. 

Ronaldo também se manifestou sobre a possibilidade de incluir a propriedade das Tocas I e II no acordo da SAF, alterando o documento inicial entre as partes. O ex-jogador disse que a decisão passa por resguardar os imóveis em meio ao alto endividamento do clube. E também se assegurar de que o Cruzeiro terá no futuro locais para treinar.

"O pedido de inclusão das Tocas I e II na transação é simplesmente para proteção de patrimônio do Cruzeiro diante de uma realidade que se revelou significativamente mais grave do que aquela indicada nas informações inicialmente disponibilizadas e que foram utilizadas para a elaboração da proposta apresentada ao Cruzeiro", declarou.

"Hoje a Toca I, a sede do Barro Preto e parte de todas as receitas do futebol estão comprometidas em razão de dívidas tributárias de aproximadamente R$ 400 milhões, as quais não estavam previstas na negociação inicial. No curto prazo os imóveis podem ser leiloados e as receitas apropriadas por falta de pagamento."

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