Ronny quer fazer história no Palmeiras e apagar mancha na carreira

Meia chegou a ser afastado do Figueirense, seu ex-clube, por falta de comprometimento

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

07 de fevereiro de 2013 | 09h04

SÃO PAULO - O Palmeiras apresenta nesta sexta-feira um jogador que desperta a atenção mais do que qualquer outro dos atletas já contratados nesta temporada. O meia Ronny chega ao clube cercado de desconfiança, mas também muita esperança. Ele é um daqueles casos de garotos que se deslumbram com o que futebol e precisam de um 'choque' para acordar antes de ver a carreira ir por água abaixo.

O meia, que assinou contrato de empréstimo válido por uma temporada com o time alviverde, já foi afastado por falta de comprometimento no Figueirense, voltou ao time, fez gols, mas ainda não conseguiu acabar com a fama de baladeiro.

"Exageraram naquela ocasião. Eu sei que errei e sei também que não vou errar no Palmeiras. Tudo isso serviu para eu amadurecer e aprender o que tenho de fazer", disse, em entrevista exclusiva ao Estado, o novo reforço palmeirense. Embora admita os excessos, Ronny diz que foi punido por questões políticas. "Tinha gente no clube que não gostava do meu empresário (Eduardo Uram), por isso afastou eu e mais dois jogadores que também eram dele", explicou.

Em julho do ano passado, o gerente de futebol do Figueirense, Chico Lins, comunicou que Ronny e mais Fred e Guilherme Santos estariam afastados da equipe por falta de dedicação nos trabalhos.

"Não sou babá de jogador. Jogador tem assessor de não sei o que, muda letra do nome, lança linha de perfume... Não sou eu que vou cuidar de um menino de 21 anos, certo? Essas pessoas que cuidam da carreira deles é que têm que mostrar o caminho certo. Eu sei que muitas vezes a questão cultural atrapalha, mas esses meninos têm que saber o que é ser profissional. Não ligo se o Fred, o Ronny, o Guilherme (Santos) ou o Chico Lins, qualquer jogador, sair para a festa, desde que cumpra com as obrigações com o clube. O que ele faz fora, não interessa. Mas que tenham respeito com os companheiros que estão lutando para mudar a situação do clube dentro do campo", disse o dirigente, na época.

Mas ainda no Figueirense, Ronny foi reintegrado e conseguiu ajudar a equipe. Agora no Palmeiras, o garoto quer esquecer o passado ruim e dar muitas alegrias aos torcedores. "Independente do Palmeiras estar na Série B, jogar aqui é uma oportunidade ímpar. Quem estiver no grupo e colocar o Palmeiras de volta à Série A vai ter uma projeção na carreira muito grande. Vou ajudar a colocar o Palmeiras de onde ele nunca devia ter saído."

O próprio Ronny é quem se apresenta ao torcedor palmeirense. "Eu gosto de chegar perto do gol toda hora. Gosto de estar com a bola no pé e ir para cima do adversário. Não sou muito de armar jogo, gosto mais de jogar na posição de um segundo atacante, para entrar pelas pontas do campo", explicou.

A confiança é tão grande, que Ronny já se escala para ajudar o Palmeiras no domingo, contra o Mogi Mirim. "Venho trabalhando no Palmeiras faz uma semana. Era para eu estar treinando com bola, mas não podia porque tinha de esperar a liberação do contrato. Acho que nesta quinta-feira eu já treino com bola e, se o Gilson (Kleina, técnico) optar por mim, pode contar."

Mas para jogar, seu nome precisa ainda aparecer no BID. A tendência é que ele faça a estreia na Libertadores, dia 14, contra o Sporting Cristal, ou no clássico contra o Corinthians, dia 17, pelo Campeonato Paulista.

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