Geoff Burke/USA Today Sports
Geoff Burke/USA Today Sports

Rooney está adorando o estilo de vida 'relaxado' nos Estados Unidos

Astro trocou o futebol inglês pelo D.C. United em julho, se sente feliz e curte a liberdade que tem no país

Scott Allen, The Washington Post

31 Outubro 2018 | 05h00

O D.C. United amargava um último lugar na Conferência Leste quando Wayne Rooney estreou no time, em 14 de julho. Desde então, o United vem sendo o melhor time da Major Soccer League (MLS, principal campeonato de futebol dos Estados Unidos e Canadá), com um recorde de 12 vitórias, três empates e quatro derrotas que o impulsionou aos playoffs com antecedência. Rooney, com 12 gols e assistências em 19 participações, é o principal responsável por esse desempenho da equipe.

“Como um desfibrilador humano, Wayne Rooney empolga o vestiário com sua confiança e tenacidade”, disse Roger Bennet, coapresentador de Men in Blazers, programa da NBC Sports, sobre o astro inglês. “Está se tornando uma espécie de herói mítico, e a alegria e humildade que vem mostrando ao longo do percurso são um lembrete de que, além do placar e das estatísticas, a verdadeira emoção do esporte continua sendo o fator humano.”

Rooney participou recentemente de uma edição do Men in Blazers especial de TV, que foi ao ar na segunda-feira. No bate-papo de 30 minutos com Bennet, o atleta, que fez 33 anos na quarta-feira, falou de seu primeiro verão em Washington e de sua surpreendente decisão de ir para o United após jogar 16 anos na Premier League (primeira divisão) inglesa.

“Eu poderia obviamente ganhar mais em outros países, mas minha decisão foi baseada antes de tudo no próprio futebol, e também onde seria melhor para minha família morar”, disse Rooney, que está ganhando no United US$ 2,7 milhões (R$ 9,96 milhões) por ano.

Perguntado sobre sua impressão inicial do novo clube, Rooney lembrou-se do calor sufocante que sentiu no começo e de ter pensado: “O que estou fazendo aqui?”

Mas ele logo se concentrou no esforço para se enturmar com os novos colegas, o que o levou a recusar mordomias oferecidas pelo clube, como viajar em classe executiva e ter quarto exclusivo nas viagens.

“Se você está num time, tem de ser parte integral dele e fazer as mesmas coisas que os outros”, explicou. “Não quero tratamento especial. Quero ser tratado como os demais jogadores. Faço parte desse time. É fundamental relacionar-se bem com os colegas, compartilhar as coisas de que eles gostam.”

Rooney tem mais seguidores no Twitter do que todo o restante da equipe junto. Entretanto, diferentemente do que acontecia na Inglaterra, em Washington ele consegue sair com a mulher e os quatro filhos sem ser assediado pelos paparazzi.

“Passear aqui com meus filhos é muito diferente do que era em meu país”, avaliou o atacante. “Lá, eu me pegava olhando por cima do ombro, imaginando quem estaria me observando, me filmando. Aqui é muito mais tranquilo. Eu tinha quase esquecido de como é fazer as coisas simples que todo mundo faz no dia a dia.”

HÁBITOS

Rooney passa grande parte do tempo livre nos fins de semana assistindo a jogos da Premier League, na qual ganhou cinco títulos jogando pelo Manchester United.

“Quando vou jogar no sábado ou no domingo à noite, posso assistir a três jogos da Premier League antes de eu mesmo entrar em campo”, afirmou. “Com as cinco horas de diferença entre Washington e a Inglaterra, dá para ver os jogos e ainda relaxar antes de jogar.”

A diferença de fuso entre os Estados Unidos e a Inglaterra é ótima para o hábito de Rooney de assistir aos jogos do Campeonato Inglês, mas é um problema para outro de seus hábitos: jogar Fifa com os amigos. É uma das coisas de que ele mais sente falta nos EUA.

“Costumava jogar quando as crianças estavam na cama. Meus amigos saíam do trabalho e jogávamos a partir das 9 da noite. Mas 9 da noite lá são 4 da tarde aqui e as crianças estão saindo da escola”, lamenta. No momento, porém, a grande preocupação de Rooney é fazer mais gols para o subitamente irrefreável D.C. United. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ 

 

 

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