Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Roque Júnior comenta sobre a vitória da Espanha sobre a Itália

Campeão mundial em 2002 diz o que achou do jogo que definiu o adversário do Brasil na final da Copa das Confederações

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Campeão mundial com a seleção brasileira em 2002, o zagueiro Roque Júnior comentou com exclusividade ao Estado sobre o que viu da classificação da Espanha sobre a Itália para a decisão da Copa das Confederações contra o Brasil, domingo, no Maracanã.

"Como já era de se esperar, a Espanha teve maior posse de bola, mas foi pouco objetiva no tempo normal. Até os 20 primeiros minutos de jogo, os espanhóis conseguiram impor o seu ritmo, jogando no campo ofensivo com muita agressividade na transição ataque–defesa, dificultando a saída de bola italiana. Porém jogou muito pelo corredor central porque teve pouca movimentação dos três jogadores de ataque.

Após os 20 minutos, a Itália, que já tinha criado e finalizado a gol, conseguiu melhorar a sua saída de bola do campo defensivo para o ofensivo, passando a jogar no campo da Espanha, com Maggio e Giaccherini proporcionando muita amplitude nas laterais. A Itália também aproveitou o espaço deixado entre as linhas de defesa e meio-campo e a pouca agressividade da Espanha no campo defensivo.

Com isso, a Itália conseguiu criar e finalizar no 1°tempo 7 vezes. Na parte defensiva, a Itália marcou muito bem, alternando o número de jogadores nas linhas de defesa e meio-campo, criando uma superioridade numérica nos dois setores, ora com uma linha de cinco jogadores na defesa quando a bola estava na parte central do campo, ora com cinco jogadores na linha de meio-campo quando a bola estava nas laterais. A Espanha só conseguiu construir e finalizar uma jogada aos 36 minutos, mas teve um maior volume de jogo. Porém, não conseguiu transformá-lo em gol.

Em todo o segundo tempo a Itália foi melhor. Voltou com De Rossi na linha defensiva e Montolivo no meio-campo, o que deu mais qualidade ao meio-campo italiano. A Itália teve mais posse de bola no campo ofensivo, aproveitando a boa atuação de Maggio e Candrevas pelo lado direito, mas não criou oportunidades, sendo pouco eficiente no último quarto do campo.

A Espanha se retraiu e algumas vezes chegou a ter os 11 jogadores atrás da linha da bola no campo defensivo, mas conseguiu melhorar nos últimos minutos. Na prorrogação, o cansaço das duas equipes era mais do que evidente. Nos 5 minutos iniciais até houve um certo equilíbrio, com uma chance para cada lado e uma bola na trave para a Itália. Depois disso, os italianos sentiram mais o cansaço e praticamente jogaram pouco e se defenderam muito.

A Espanha foi superior, principalmente pela entrada de Navas e Juan Mata, que deram mais ritmo ao jogo, e poderia ter marcado nas inúmeras chances que criou no final do tempo da prorrogação.

A Espanha venceu nos pênaltis, mas a Itália mostrou que poderia também ter chegado à final. A Espanha vai à final como o último campeão mundial, mas enfrentará um Brasil pentacampeão que vem se superando, crescendo e que joga em casa. Boa sorte, Brasil!!!"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.