Rosinei ainda luta para vencer na vida

Para vencer na vida no futebol, não basta jogar bem. É necessário saber eqüilibrar elogios com críticas. E o meia Rosinei Adolfo, 22 anos, prata-da-casa do Corinthians sabe bem disso. Buscando dar auxílio à família pobre de Mineiros, no interior de São Paulo, à esposa Monique e a filha Mayra, usa uma lista de seis mandamentos. ?Ainda não venci da vida, mas logo vou dar amparo maior aos meus familiares?, garante o jogador, que tímido, prefere falar pouco dos pais e irmãos pela dura pobreza que viveu no começo da vida. Trouxe de casa os ensinamentos que nunca esquece: jamais desistir de lutar, respeitar ao próximo, ter cabeça no lugar, saber a hora de se divertir, ter tranqüilidade e pensar bastante antes. Rosinei está no Corinthians há 10 anos. Passou oito deles, longe da família, morando nos alojamentos do clube. A promessa era a de fazer sua família se orgulhar dele. ?Graças ao trabalho, as dificuldades começam a passar?, ressalta, sempre. Inclusive, vem sendo sondado para defender a Fiorentina em 2006. ?Não quero pensar nisso agora. Meu sonho é ser campeão e continuar no Corinthians.? Tem contrato até dezembro no clube e o orgulho por defender o clube está tatuado nas costas, na qual tem um gavião, símbolo da torcida. Nos braços traz os nomes da esposa Monique e da filha Mayra. Rosinei subiu para o time principal ano passado, após ser campeão da Taça São Paulo de Juniores, para tentar salvar uma campanha dessastrosa. Acabou o Brasileiro em quinto. Este ano, perdeu espaço com a contratação das estrelas da MSI. Entrava um pouquinho aqui, um tanto ali, até ganhar a vaga de Carlos Alberto. Ao lado de Roger, vinha fazendo grandes apresentações e gols ? são 10 no Brasileiro (13 no ano) ? até a contusão do astro. Dali em diante, seu futebol caiu. ?Comecei a jogar pelo time, mais recuado, ajudando na marcação?, justificou ele. Sua última grande apresentação foi nos 7 a 1 no Santos. ?E naquele jogo, o Bruno Octávio (substituto de Elton) estava jogando?, lembra. Prenuncio de grande jogo seu? ?É que eu gosto de jogar com mais liberdade, chegar bastante ao ataque, como vou fazer contra o Goiás?, observa. ?Espero ajudar muito o time.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.