Roth nega menosprezo e se diz preocupado com ataque

A surpreendente derrota por 2 a 0 do Internacional para o Mazembe nas semifinais do Mundial de Clubes da Fifa não aconteceu por culpa de um suposto excesso de confiança ou menosprezo por parte dos brasileiros, e sim pela falta de capricho nas finalizações. Essa é a análise feita pelo técnico Celso Roth na entrevista coletiva após a partida desta terça-feira, em Abu Dabi.

AE, Agência Estado

14 de dezembro de 2010 | 16h54

"Nós nunca nos enganamos. Sabíamos que esse primeiro jogo seria muito complicado, como acabou sendo. A decepção é muito grande, porque não adianta dizermos aqui que tivemos muitas oportunidades e que fomos melhores, porque melhor é quem ganha. O Mazembe merece os parabéns porque aproveitou as oportunidades", explicou Roth, claramente abatido com o resultado.

O técnico colorado disse ainda que não conseguiu corrigir no Mundial o que considera um erro recorrente do time no segundo semestre: a falta de contundência para fazer gols. "Oportunidades foram criadas. No mínimo seis nós tivemos, até mais que isso, acho. O que faltou foi a finalização. Mérito do goleiro, mas também demérito nosso. Isso é uma situação que realmente me preocupa, já me preocupava. Erramos exatamente onde nós tínhamos dificuldade."

O inusitado, porém, é que o Inter fechou o Campeonato Brasileiro com um bom desempenho ofensivo. Nos dois últimos meses, o time disputou cinco jogos, com dez gols marcados, uma média de dois por partida.

Roth comparou ainda a derrota da equipe gaúcha à do Pachuca, do México, diante do mesmo Mazembe, na semana passada, pelas quartas de final do Mundial. Jogamos mais do que o Pachuca e amargamos uma derrota pior que a do Pachuca. Essa é a graça do futebol."

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