Roth pede calma à torcida santista

O Santos inicia neste domingo a luta para vencer pela sexta vez o torneio Rio-São Paulo, enfrentando o América-RJ, às 16 horas, na Vila Belmiro. Ainda em processo de reformulação, depois de ter perdido estrelas como Marcelinho Carioca e Viola, o time montado pelo técnico Celso Roth está longe do sonhado pelos torcedores. Tanto que o treinador pede compreensão à torcida, que já o vaiou no amistoso disputado quarta-feira, contra o São José. Até agora, dois reforços chegaram na Vila Belmiro. O zagueiroOdvan está treinando com o grupo, mas ainda não está em suamelhor forma física. Mesmo assim, deverá ir para o banco ou atémesmo iniciar a partida, dependendo de uma decisão de CelsoRoth. Já Esquerdinha, apresentado sexta-feira, deverá estrearsábado contra contra a Ponte Preta, pois sua documentação aindanão foi regularizada junto à CBF. Sem poder contar com os novos reforços, Celso Roth terá oconsolo de poder escalar o meia Robert, que tem contrato até odia 7 de fevereiro. O jogador está mais preocupado com a Copa do Brasil e poderádesfalcar na estréia desse torneio se não chegar a um acordo coma diretoria. Se essa é uma boa notícia, o treinador teve duasmás no coletivo de sexta-feira: dois jogadores contundiram-se:Renato sentiu dores no púbis e já foi vetado e há possibilidadede Thiago, que sentiu uma fisgada na virilha, entrar na equipe. TORCIDA - O maior problema do Santos está no ataque, que nãoconsegue marcar gols. No amistoso de quarta-feira, as poucasoportunidades criadas foram desperdiçadas e, na sexta-feira, ostreinos não foram animadores: nenhum gol durante o coletivo enem mesmo no longo treinamento de escanteios. Esse problemapreocupa, pois os torcedores já mostraram quarta-feira que atolerância será pequena: xingaram o técnico Celso Roth de"burro" e entoaram coro pedindo jogadores. "Fui rebatizado", brincou Roth, que espera contar com acomprensão da torcida. "O time está em formação, com carênciaem várias posições e é preciso que isso seja bem compreendido".Com a chegada de Odvan, Esquerdinha e a quase certa contrataçãode Oséas, o time da semana que vem será bem diferente. "Além deOdvan e Esquerdinha, há necessidade de mais dois ou trêsreforços", disse o treinador, lembrando, em seguida: "não éhora de pensar nisso, pois a preocupação é o jogo contra oAmérica".

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2002 | 15h37

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