Roth reclama de pressão e rejeita culpa no Internacional

O técnico Celso Roth reclamou nesta sexta-feira da pressão sobre ele após a derrota do Internacional por 2 a 0 para o Mazembe, do Congo, nas semifinais do Mundial de Clubes. Sem assumir a responsabilidade pelo surpreendente tropeço, ele lembrou que não tinha sido questionado até o tropeço causado, segundo ele, por conta do excesso de gols perdidos.

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 14h29

"[Rafa] Benitez [técnico da Inter de Milão] veio pressionado. Nós, que estávamos tranquilos, estamos pressionados e sendo questionados por causa de apenas um jogo. Agora estamos pressionados por causa disso, um único resultado muda tudo", afirmou o treinador, que pode deixar o Internacional após o fracasso no Mundial

Ele aproveitou para reclamar da constante pressão sobre os técnicos de futebol quando uma equipe não consegue atingir seus objetivos. "É sempre assim, alguém tem que puxar a fila. E o treinador é eleito por vocês, opinião pública. A cultura geral do mundo é assim", comentou.

Roth lembrou a conquista do título da Libertadores para descartar a argumentação de que o Internacional termina o ano com a imagem arranhada. "Não estamos aqui perdedores. Estamos terminando o ano como o time que deixou uma oportunidade de ganhar o Mundial depois de vencer a Libertadores. Essa é a nossa tristeza. Nós somos vencedores", disse.

O Inter volta aos gramados neste sábado, às 12 horas (horário de Brasília) para disputar o terceiro lugar do Mundial de Clubes, contra o Seongnam, da Coreia do Sul, em Abu Dabi.

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