Juan Karita/AP
Juan Karita/AP

Rua 25 de Março tem mercado clandestino de artefatos pirotécnicos

No local onde foi comprado sinalizador naval é possível encontrar fogos de artifício 20% mais baratos

O Estado de S. Paulo,

25 de fevereiro de 2013 | 18h59

SÃO PAULO - Proibidos em estádios, os fogos de artifício podem ser comprados facilmente no mercado clandestino do centro de São Paulo. Na Rua 25 de Março, onde o torcedor do Corinthians H.A.M. comprou o sinalizador da navio que causou morte do garoto boliviano Kevin Espada, camelôs negociam livremente produtos pirotécnicos semelhantes e que admitem ser oriundos de contrabandos.

Dois vendedores que atuam na rua conversaram com a reportagem e garantiram que conseguem qualquer artefato pirotécnico para venda com preço até 20% menor do que o encontrado em lojas do ramo. Ao serem perguntados sobre sinalizadores navais, eles ofereceram um modelo simples, que é comercializado somente em grandes quantidades. A caixa com 2 mil unidades custa R$ 320 reais - cerca de R$ 0,16 por cada produto. Esses sinalizadores têm cerca de 20cm de comprimento e quando acionados por um pavio, são capazes de dar um tiro que atinge até 200m de distância.

O modelo utilizado na tragédia em Oruro, na Bolívia, é diferente e também foi adquirido na Rua 25 de março, porém pelo preço de R$ 20. Em lojas de produtos náuticos, o mesmo produto sai por no mínimo R$ 100.

Os vendedores afirmam que os produtos pirotécnicos que comercializam ficam guardados em um depósito improvisado em imóveis da própria Rua 25 de Março.

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