Rubinho vive em paz com Fábio Costa

Se à diretoria do Corinthians o goleiro Rubinho declarou guerra, com Fábio Costa, seu companheiro de posição e, supostamente, pivô da discórdia, o clima é completamente diferente. Os dois vivem autêntica lua-de-mel. Em Extrema, no sul de Minas, onde a equipe está desde terça-feira para a pré-temporada, é comum vê-los juntos nas mais diferentes situações, seja em treinos ou em momentos de descanso. A paz e a bandeira branca, pelo menos nesse caso, impera. O iminente risco de discórdia e desentendimentos entre eles foi afastado logo no primeiro dia de convívio. Desde a apresentação do grupo, na segunda-feira, Rubinho fez questão de deixar claro para Fábio Costa que sua bronca era exclusiva com os dirigentes. E os principais alvos foram o presidente Alberto Dualib e o vice de Relações Públicas Francisco Papaiordanou. Esse último se tornou auxiliar direto do diretor-técnico, Roberto Rivellino, no período de contratações. O "prata-da-casa" corintiano, de 21 anos, 17 dos quais no clube, não esconde de ninguém sua admiração pelo colega que, até o Campeonato Brasileiro de 2003, defendia o arqui-rival Santos. "Claro que se trata de um grande goleiro e uma pessoa boa, brincalhona", comenta.?Não é que quero sair do Corinthians. Só quero jogar. Se for possível no Corinthians, ótimo. Se não for, aí vou procurar outro clube. Mas o Fábio não tem nada a ver com isso", disse Rubinho. Durante os treinos, Rubinho faz questão de ficar próximo ao companheiro mais experiente. Permanece ao lado da trave e analisa a movimentação de Fábio Costa. Quando a movimentação com bola termina, os dois correm lado a lado ao redor do gramado. Ao mesmo tempo que cumprem o programa de condicionamento físico, trocam idéia sobre os mais diversos assuntos. Entre eles, claro, o destino de Rubinho, que já pediu para ser negociado. Que figura ! - É curioso notar a maneira como os jogadores reagem à presença de Fábio Costa. Que o goleiro já tinha fama de ser "esquisito" desde a época que estava na Vila Belmiro, todo mundo sabia. Porém, agora, sentem ao vivo. E a reação aos repentes do companheiro é positiva. Do nada, Fábio Costa deixa o semblante sério, introspectivo, pelo alegre e descontraído. Geralmente o que se vê são colegas surpresos, com os olhos arregalados e sorridentes, uma mistura de graça com susto.

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2004 | 15h45

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