Matthias Schrader/AP
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Rummenigge deixa cargo de CEO do Bayern de Munique e Oliver Kahn assume o posto

Ex-jogador ressaltou que o Bayern de Munique já possui um centroavante de respeito, o polonês Robert Lewandowski, e descartou a contratação de Erling Haaland

Redação, Estadão Conteúdo

01 de junho de 2021 | 09h33

Em decisão anunciada pelo Bayern de Munique nesta terça-feira nas redes sociais e em seu site oficial, Karl-Heinz Rummenigge vai deixar o cargo de CEO do clube alemão no final deste mês. Sua saída já estava prevista, mas apenas para o final do ano. O posto será ocupado agora por outra lenda da equipe: o ex-goleiro Oliver Kahn, que já trabalha como conselheiro no time.

"É o fim do ano financeiro e começa uma nova fase com uma nova comissão técnica (Julian Nagelsmann, ex-RB Leipzig, assume no lugar de Hans-Dieter Flick, que comandará a seleção da Alemanha). O Oliver Kahn, como novo CEO, deve ser o responsável pela nova temporada desde o início. Eu disse há dois anos que estávamos preparando uma transição suave e agora foi finalmente feita. Como devia ser", afirmou Rummenigge em um comunicado oficial.

"Rummenigge fez um grande trabalho no Bayern durante mais de 20 anos. Durante este período, o clube ganhou tudo o que havia para ganhar. Agora é a minha vez de assumir essa responsabilidade. Nos últimos 18 meses tive de conhecer todas as facetas do clube e conheço muito bem como trabalha o Bayern e que desafios vamos enfrentar", disse Kahn, goleiro do Bayern de Munique entre as décadas de 90 e de 2000.

Antes de assumir o cargo, o ex-jogador já havia comentado sobre mercado de jogadores. Com relação ao norueguês Erling Haaland, que aos 20 anos já é um dos maiores atacantes do mundo e desperta interesse de times do mundo todo, disse que o clube alemão não pensa em contratá-lo.

"Desculpe, mas aqueles que estão falando (da transferência de Haaland) ainda não entenderam a situação. Uma transferência estimada em mais de 100 milhões de euros (mais de R$ 650 milhões) é absolutamente impensável para o Bayern neste momento", disse o dirigente.

Além da questão financeira, Khan ressaltou que o Bayern de Munique já possui um centroavante de respeito: o polonês Robert Lewandowski, atual melhor jogador do mundo. "Robert ainda tem um contrato de dois anos aqui. Seu desempenho não pode ser questionado. Ele pode manter seu nível por mais alguns anos. Isso é razão suficiente para não pensar em Haaland", completou.

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