Rússia diz que protesto de candidatura inglesa é cômico

A decisão da Inglaterra de entrar com uma queixa na Fifa por supostas críticas feitas à candidatura do país à Copa do Mundo de 2018 irritou os dirigentes russos. Uma das principais figuras do futebol da Rússia classificou o comportamento dos ingleses como "absolutamente primitivo" e "cômico".

AE-AP, Agência Estado

27 de outubro de 2010 | 15h33

Vyacheslav Koloskov, presidente honorário da Federação Russa de Futebol, disse que o país não tem razão para se preocupar. "Não há motivos para que a Rússia tema punições. Nem sequer haverá uma investigação", assinalou o dirigente, durante o sorteio do Mundial de Clubes, na sede da Fifa.

"É uma situação cômica. Os ingleses têm medo porque sua candidatura caminha mal", disse Koloskov, segundo sites russos. "Em vez de falar sobre suas próprias vantagens e méritos, tratam de desorientar seus rivais".

Alexey Sorokin, presidente da candidatura russa à Copa do Mundo de 2018, teria dito a um jornal russo que Londres possui um alto índice de criminalidade e problemas de jovens com o álcool. No entanto, o dirigente afirmou que suas declarações foram mal traduzidas por um jornal inglês nesta semana. A Inglaterra, então, exigiu um pedido de desculpas, o que foi negado. A Fifa afirmou que a análise do caso está "atualmente em curso" e que já contactou o comitê da candidatura de ambos os países.

Rússia e Inglaterra tentam sediar a Copa do Mundo de 2018 e disputam este direito com as candidaturas conjuntas de Bélgica e Holanda, e Portugal e Espanha. A Fifa definirá o anfitrião do torneio no dia 2 de dezembro.

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