Rússia pretende limitar número de jogadores estrangeiros no futebol

O governo russo vai impor restrições ao número de jogadores estrangeiros no futebol do país, com a intenção de ajudar na formação de atletas, por estar preocupado com o desempenho que a seleção nacional terá na Copa do Mundo de 2018, quando sediará o torneio.

Estadão Conteúdo

28 de abril de 2015 | 13h42

Com o Ministério dos Esportes prestes a ganhar novos poderes para limitar o número de estrangeiros, Vitaly Mutko, o comandante da pasta, disse que vai "cortar o número de jogadores estrangeiros de uma forma muito dura", em declaração divulgada pela agência russa R-Sport.

Sua afirmação vem depois de um projeto de lei que permite ao Ministério do Esporte limitar o número de atletas estrangeiros por equipe passar na primeira de três votações no legislativo russo na semana passada.

As regras atuais da liga russa permitem que os clubes usem sete estrangeiros em qualquer momento, o que, na opinião de Mutko, atrapalha o desenvolvimento do talento dos jogadores, por limitar o tempo em campo deles.

"Eu gostava de ver times de futebol quando contavam com os jogadores que eles tinham produzido", disse. "No futebol, temos apenas quatro russos por time em cada jogo e existem 16 equipas do campeonato. Bem, conte agora quantos russos estão jogando. Nós temos um trabalho sério a fazer nesta área".

Embora a proposta de lei abranja também outros esportes, como hóquei e basquete, a discussão em torno dela tem se concentrado quase exclusivamente no futebol, especialmente após a eliminação da seleção russa na fase de grupos da Copa do Mundo de 2014.

A ideia de um limite imposto pelo Estado sobre jogadores estrangeiros foi proposta pela primeira vez no ano passado pelo presidente Vladimir Putin, logo após a seleção russa de hóquei não conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

Separadamente, a Rússia também está analisando a possibilidade de naturalizar alguns jogadores estrangeiros que atuam no país. O principal candidato é o atacante brasileiro Ari, de 29 anos, do Krasnodar, que pode obter a cidadania do país após se casar com uma russa em dezembro de 2014.

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