Kirill Kudryavtsev/AFP Photo
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Rússia quer demitir Capello, mas esbarra em multa de R$ 75 mi

Seleção corre risco de ficar fora da Eurocopa de 2016

Estadão Conteúdo

16 de junho de 2015 | 14h34

Já não é mais segredo para ninguém que a Rússia não conta mais com Fabio Capello como seu técnico para a Copa do Mundo de 2018, em casa. Os russos, porém, esbarram na multa de rescisão do contrato do treinador italiano, estipulada em R$ 75 milhões. O governo de Moscou tenta ajudar.

"Nós já tomamos uma certa decisão. Mas existem a presidência e o Comitê Executivo da União Russa de Futebol (RFU, na sigla em inglês). Eu acredito que num futuro breve um dessas instâncias vai considerar entrar em detalhes", disse o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

A RFU está sem presidente há pouco mais de duas semanas, desde que Nikolai Tolstykh foi destituído do cargo. A tendência é que o Mutko, assuma o cargo. Seria uma forma de o governo do presidente Vladimir Putin controlar a federação indiretamente, uma vez que a Fifa proíbe ingerência política de governos nacionais sobre seus associados.

No domingo, a Rússia perdeu de 1 a 0 para a Áustria, em Moscou, e viu ficar ainda mais difícil a tentativa de classificação para a Eurocopa do ano que vem - os russos estão em terceiro no grupo. A análise local é que a seleção não evoluiu como deveria para não fazer feio em casa, na Copa do Mundo de 2018.

Os russos esperavam que, pagando 7 milhões de euros por ano a Capello, conseguissem formar uma seleção competitiva, o que não aconteceu. Uma "vaquinha" na internet tenta arrecadar, ironicamente, a verba necessária para pagar a rescisão contratual do italiano.

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