Fabrizio Bensh/Reuters
Fabrizio Bensh/Reuters

Rússia vence o Egito e fica muito perto de vaga nas oitavas de final

Russos chegam aos seis pontos com vitória por 3 a 1 sobre a seleção de Salah

Gonçalo Junior, enviado especial / São Petersburgo, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 16h58

A Rússia está praticamente classificada à próxima fase da Copa do Mundo. Os donos da casa venceram o Egito com autoridade por 3 a 1 em São Petersburgo nesta terça-feira e estão muito próximos de se confirmarem como a primeira seleção nas oitavas de final. Para que isso aconteça basta que o Uruguai derrote a Arábia Saudita nesta quarta-feira. 

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Depois de vencer os árabes na estreia por 5 a 0, os russos mostraram novamente grande poder ofensivo. Foram oito gols em dois jogos. Desde 1970, quando ainda era União Soviética, a Rússia não vencia dois jogos seguidos em uma Copa do Mundo. Naquela ocasião, venceu Bélgica e El Salvador, na fase de grupos. Assim que o árbitro apitou o final, a arena entrou em festa nas arquibancadas e no gramado. 

O Egito, por outro lado, está praticamente fora do Mundial. As chances de classificaçaõ são muito remotas. O time africano precisa torcer para a Arábia Saudita vencer os uruguaios. Dessa forma, teria de tirar uma grande desvantagem no saldo de gols na última rodada do Grupo A. Depois de jejum de 28 anos, Egito deve cair na primeira fase. 

A queda precoce representa grande frustração para o atacante Mohamed Salah, autor do gol egípcio. Depois de se contundir na final da Liga dos Campeões, o atacante fez tratamente intensivo para se recuperar de uma lesão no ombro para jogar a Copa. Ele fez sua estreia nesta terça-feira, mas não conseguiu evitar o drama africano. Sua atuação foi apenas razoável. 

 

O estádio de São Petersburgo, o mais caro caro da Copa, com investimentos de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 4,8 bilhões), viu uma grande festa das duas torcidas. O Egito usou e abusou de várias cornetas e conseguiu um efeito impressionante. As vuvuzelas, que fizeram sucesso na África 2010, estão de volta com uma versão tão estridente quanto as originais. Os russos responderam com o apoio da maioria do estádio da Arena Zenit.

A primeira grande chance do Egito foi com Trezeguet, que puxou para a perna direita e bateu colocado, perto do gol russo. A grande esperança pela estreia de Salah na Copa foi frustrada no primeiro tempo. Sem ritmo de jogo, a grande esperança egípcia teve muitas dificuldades para sair da marcação russa. Seu grande lance na etapa inicial foi um chute de fora da área, à esquerda do goleiro. 

A Rússia conseguiu repetir a boa atuação da estreia, quando venceu a Arábia Saudita. Bem organizada do meio para a frente, a equipe conseguiu criar chances a partir, principalmente, da jogada áerea. Faltou ao time inspiração para jogadas individuais para furar o bloqueio egípcio. O primeiro tempo foi equilibrado, interessante, mas morno em São Petersburgo.

A Rússia conseguiu abrir o placar em uma jogada esquisita. O goleiro El Shenawy saiu de soco, mas a bola sobrou para Zobnin. O camisa 11 chuta meio sem jeito e Fathi tenta cortar a bola, mas consegue mandar contra o próprio gol ainda mais sem jeito. 

A vantagem no placar deu confiança para os donos da casa e escancarou a fragilidade da defesa egípcia. O brasileiro naturalizado russo Mario Fernandes fez uma grande jogada na linha de fundo e cruzou para Cheryshev marcar. Foi o seu terceiro gol em dois gols. Três minutos depois, a Rússia transformou a vitória em passeio. Agora foi a vez de Dzyuba fazer uma jogada de craque. Ele dominou no peito, driblou o zagueiro e tocou no canto. Ele completou dois gols em dois jogos. 

Desesperado, o Egito se abriu, trocou volantes por meias e foi ao ataque. Com a ajuda do árbitro de vídeo, o paraguaio Enrique Caceres marcou pênalti em Salah, que ele mesmo converteu. É o primeiro craque que está praticamente fora do Mundial.

Ficha técnica

Rússia 3 x 1 Egito

Gols: Fathi (contra) a 1 minuto do segundo tempo; Cheryshev, aos 13; Dzyuba, aos 16 e Salah, aos 27 minutos do segundo tempo.

Rússia: Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov (Kudriashov); Samedov, Zobnin, Golovin, Gazinskii e Cheryshev (Kuziaev); Dzyuba (Smolov). Técnico: Stanislav Cherchesov.

Egito: El Shemany; Fathi, Ali Gabr, Hegazy e Abdelshafy; Trezeguet (Sobhy), Elneny (Warda), Tarek Hamed e Salah; Mohsen (Kharaba). Técnico: Hector Cuper.

Cartões amarelos: Trezeguet, Smolov.

Árbitro: Enrique Caceres (Paraguai).

Público: 64468 pagantes.

Local: Arena Zenit (São Petersburgo).

 

 

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