Sergio Neves/Estadçao
Sergio Neves/Estadçao

Russos vão ao Itaquerão aprender para Copa de 2018

Responsáveis pelas obras visitam o Brasil a procura de soluções e parceiros para evento que só acontece daqui a seis anos

Paulo Favero, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 11h33

SÃO PAULO - Enquanto o Brasil sofre para dar conta de todos os aspectos que envolvem a Copa do Mundo no País, a Rússia já corre para fazer tudo que a Fifa exige até antes do prazo para o torneio que será apenas em 2018. Uma comitiva russa está no Brasil e nesta quinta visitou as obras do Itaquerão.

Para Alexander Vasyukov, diretor geral do ministério dos esportes da Rússia, a preparação para a Copa já começou após a definição das 11 cidades - e 12 estádios - que receberão o torneio. "O custo estimado foi calculado em 15 bilhões de euros, sendo que 50% disso será de verba governamental. O restante virá da iniciativa privada", diz.

Vasyukov espera que a competição na Rússia deixe um importante legado social com o desenvolvimento de estruturas esportivas, principalmente em escolas. "Teremos de construir estádios, centros de treinamentos, estradas, hotéis e vamos reformar totalmente todos os aeroportos", conta o executivo, lembrando que, no caso russo, um problema já está afligindo o governo. "Temos preocupação com o setor de comunicação em algumas cidades", revela

A vinda ao Brasil foi para trocar experiência e fazer contato com pessoas que estão participando diretamente na organização da Copa, principalmente os arquitetos que fizeram os projetos dos estádios. "A gente sabe que o Brasil é o país do futebol. Fizemos essa viagem para encontrar parceiros honestos dispostos a nos ajudar. Queremos ver os erros que o Brasil cometeu para não repeti-los", comenta Vasyukov.

Outra grande preocupação dos russos é evitar que os estádios se tornem elefantes brancos. Eles querem pensar em uma forma de utilização das arenas para depois da Copa de 2018. "No início, a gente queria estádios em algumas cidades com capacidade para somente 25 mil pessoas. Mas a Fifa exige um número maior de assentos e então estamos vendo como proceder", afirma. Além do Brasil, no qual ele veio pela primeira vez, o dirigente e sua comitiva estiveram também em alguns países da Europa e na África do Sul para ouvir outros especialistas.

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